'Matéria escura' vai além de limites do livro original em 2ª temporada com ajuda de atores: 'Página em branco'
A segunda temporada de "Matéria escura" levou a série para além dos limites do livro de Blake Crouch que deu origem à produção. Sem material original para adaptar, a equipe contou com o próprio autor, que também atua como criador e showrunner, para construir os novos caminhos da trama. O sexto episódio da nova leva estreia nesta sexta-feira (2).
"Era como um território desconhecido, como uma página em branco", afirmou o ator Joel Edgerton em entrevista ao g1. Além de protagonizar, o australiano de 52 anos assina a produção executiva e participou das conversas sobre os rumos dos personagens. "Nós fomos convidados para essas conversas um pouco mais cedo, e ficamos muito satisfeitos com a estrutura e os planos traçados pelo Blake e que ele e a Jacqueline estão escrevendo. E depois fomos convidados a ajudar a dar cor e acrescentar detalhes ao nosso relacionamento."
A temporada explora o destino da família do professor de física interpretado por Edgerton, escondida em um universo paralelo para fugir de suas versões alternativas. Jennifer Connelly, que vive a mulher do protagonista, disse que a premissa e a estrutura da segunda temporada são de responsabilidade de Crouch e de Jacqueline Ben-Zekry, esposa e editora do autor. "Como produtores executivos, acho que o nosso papel é estar mais presentes nessas conversas sobre como nós daríamos corpo a isso, como preencheríamos essa estrutura básica que eles montaram sobre o que é esse casamento, o que eles enfrentam e onde vão parar", declarou.
Para Alice Braga, a liberdade em relação ao livro faz bem à narrativa. A atriz interpreta uma personagem que decide permanecer em uma realidade aparentemente perfeita e conta que o destino da psicóloga gerava muitos questionamentos dos fãs da obra. "Foi desafiador porque muda de certa forma algumas coisas de tom, e foi desafiador porque é isso: quando você tira todos os personagens do seu próprio mundo e bota eles um pouco espalhados por tantos universos paralelos e com multiplicações de suas próprias versões, fica muito confuso e muito dinâmico."
Os três atores também refletiram sobre trabalhos que mudaram suas carreiras. Connelly citou "Réquiem para um sonho" e "Amor maior que a vida" como pontos de virada, além de "Uma mente brilhante", onde conheceu o marido, Paul Bettany. Edgerton escolheu "Star Wars", no qual fez uma participação pequena em "Ataque dos Clones" e que, segundo ele, abriu portas para trabalhar nos Estados Unidos. Já Braga destacou "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, como o filme que a fez decidir de vez pela atuação.
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Por Redação