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Moraes usa relatórios frágeis da Polícia Federal para investigar Mendonça

Por Redação
Atualizado em 05/09/2026 às 13:50 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a abertura de investigação contra o colega de Corte André Mendonça. O pedido foi encaminhado ao presidente do tribunal, Edson Fachin, e tem como base quatro relatórios de inteligência da Polícia Federal que, segundo o próprio material, apresentam ressalvas sobre a veracidade das informações e admitem falta de provas concretas.

Os documentos usados por Moraes não possuem data nem assinaturas e são classificados apenas como "documentos de trabalho". Os próprios investigadores alertam que as informações não têm valor de prova judicial e que algumas conclusões vão além do que os dados comprovam. A equipe de inteligência classificou como de "confiança baixa" a tese de que Mendonça agia por motivação política, indicando que o uso externo das suspeitas seria precipitado.

Nos relatórios, a PF chega a admitir o que chama de "suspeição reversa", reconhecendo que pode ter um viés contra o ministro por se considerar parte interessada em disputas anteriores. Os policiais alertaram que suas análises poderiam estar contaminadas por frustrações com decisões tomadas por Mendonça, uma cautela que, segundo o material, teria sido desconsiderada por Moraes ao transformar hipóteses em acusações formais.

Entre os episódios citados estão suspeitas sobre a atuação de Mendonça em casos envolvendo o Banco Master e o INSS. Um dos pontos trata da entrega física de uma ordem judicial antes da assinatura no sistema eletrônico — a PF verificou que os textos eram idênticos, mas Moraes tratou o caso como irregularidade grave. Há ainda uma análise estatística que sugere que o ministro acelerava processos contra opositores e atrasava casos de aliados, ressalvada pela própria PF como suspeita circunstancial e frágil.

Em resposta, Fachin retirou os documentos do Inquérito das Fake News e deve assumir a relatoria de novas petições para tratar o caso de forma isolada. Ele deu prazo de cinco dias para manifestações e sinalizou que não pretende acelerar a análise, que provavelmente ocorrerá após o segundo turno das eleições. Nos bastidores, a estratégia é tratar o assunto com discrição para evitar o aumento do racha interno no STF, cogitando-se até o arquivamento dos pedidos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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