Moro, Sandro Alex e Requião Filho trocam farpas em debate
O debate da RPC realizado na noite desta terça-feira (29) entre os candidatos ao governo do Paraná foi marcado por trocas de acusações e poucas propostas, a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo (4). O encontro teve quatro blocos e reuniu Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT).
A abertura foi inflamada. Moro questionou Sandro Alex sobre alianças políticas e se apresentou como a única alternativa de oposição ao governo federal no estado. Sandro Alex reagiu e acusou o adversário de oportunismo, citando o voto do ex-juiz favorável à indicação de Flávio Dino ao STF. Moro rebateu prometendo publicar nas redes sociais questionamentos sobre obras estaduais e afirmou: "Eu não falo o nome do Lula e você não fala do Ratinho Jr."
O excesso de ataques pessoais levou os dois candidatos a solicitarem direito de resposta logo na abertura, pedido negado pela equipe jurídica da RPC. Na sequência, Sandro Alex defendeu os índices da educação estadual e acusou Requião Filho de querer fechar escolas cívico-militares. O candidato do PDT negou e rebateu criticando a precarização do ensino. "Não tem fechamento de escola. Não vamos fechar, vamos ampliar com horário integral, ensino técnico e profissionalizante", disse.
Ainda no primeiro bloco, Requião cobrou Moro sobre dados de violência contra a mulher. Moro defendeu o combate ao crime organizado e presídios de segurança máxima sem visitas íntimas. Requião criticou a resposta focada no encarceramento: "Ele fala em construir presídio. Valorizar a mulher é mais que discurso, é fazer".
No segundo bloco, Requião abriu cobrando Moro sobre propostas anticorrupção e combate à impunidade, afirmando ter feito dezenas de denúncias ao Ministério Público e questionando a atuação do adversário como senador. Moro defendeu sua trajetória de combate à corrupção, prometeu um governo transparente com foco em identificar enriquecimento ilícito e usou o tempo para criticar escândalos em âmbito nacional e defender a chapa de senadores do seu grupo. Em resposta, alfinetou o histórico da família Requião na gestão do Porto de Paranaguá, crítica rebatida pelo candidato do PDT.
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Por Redação