Não há controle de preços de combustíveis e governo quer evitar alta, diz ministro
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o governo não pretende controlar os preços dos combustíveis no mercado brasileiro, mas evitar aumentos considerados abusivos. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa para tratar das medidas adotadas recentemente para conter a alta dos preços diante da volatilidade das cotações internacionais do petróleo.
Moretti reiterou que as medidas para conter os aumentos dos combustíveis mantêm neutralidade fiscal. Segundo o ministro, a intenção não é intervir no mercado, e sim impedir que variações excessivas cheguem ao consumidor.
No fim da semana passada, o governo federal prorrogou por 30 dias a subvenção ao óleo diesel, no valor de R$ 2,12 por litro. A subvenção econômica ao óleo diesel A, de uso rodoviário, estava prevista no âmbito das Medidas Provisórias 1.363 e 1.391.
A coletiva desta segunda-feira também abordou a chamada "Operação Carga Pesada", voltada à fiscalização do mercado de combustíveis e à apuração de possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro do setor. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, relatou um caso com alta de 1.300% na margem de lucro no setor de combustíveis.
As medidas incluem multa de até R$ 500 milhões para agentes da cadeia de combustíveis, conforme balanço das ações do governo para frear a alta nos preços.
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Por Redação