Nunes Marques: Não houve nenhuma alteração advinda de decisão do STF
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou na noite deste domingo, 25, que a Corte adotou todas as providências necessárias para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o encerramento da votação do segundo turno em todo o País. Por determinação do ministro Cristiano Zanin, proferida às 17h01, o fechamento das urnas foi adiado de 17h para 19h.
“Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques na sede do TSE, em Brasília.
Nunes Marques também afirmou que as eleições brasileiras experimentaram “um grau elevado de judicialização”. Segundo ele, foram submetidos ao TSE 2.265 processos referentes às eleições de 2026, entre eles 827 representações e 446 direitos de resposta. “A hiperjudicialização da disputa política produz consequências inevitáveis para o tempo de resposta jurisdicional. Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada”, criticou.
O presidente da Corte eleitoral acrescentou que a celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional. “Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal”, completou.
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