— Carregando clima…
Última Hora
• Da aceleração ao freio: o que aconteceu na indústria de IA nas últimas semanas? • Brené Brown: A habilidade mais valiosa na era da IA continua sendo humana • Peter Thiel: “Medo do sucesso” impede Alemanha de criar novas gigantes da tecnologia • O mundo precisa de redes elétricas melhores. E elas podem ser menores • A noite dos 80 mil: a vigília de Leão com os jovens, entre orações e fogos de artifício • 100 anos da chegada dos Carmelitas ao Egito • Papa visita centro para migrantes em Paris e ressalta contribuição das mulheres • Bernanos, citado pelo Papa no Eliseu e o risco de um "paraíso das máquinas" • Da aceleração ao freio: o que aconteceu na indústria de IA nas últimas semanas? • Brené Brown: A habilidade mais valiosa na era da IA continua sendo humana • Peter Thiel: “Medo do sucesso” impede Alemanha de criar novas gigantes da tecnologia • O mundo precisa de redes elétricas melhores. E elas podem ser menores • A noite dos 80 mil: a vigília de Leão com os jovens, entre orações e fogos de artifício • 100 anos da chegada dos Carmelitas ao Egito • Papa visita centro para migrantes em Paris e ressalta contribuição das mulheres • Bernanos, citado pelo Papa no Eliseu e o risco de um "paraíso das máquinas"
Ver Todas

O mundo precisa de redes elétricas melhores. E elas podem ser menores

Atualizado em 26/09/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O empreendedor sueco Jonas Birgersson decidiu buscar uma alternativa às grandes redes elétricas centralizadas depois de ver imagens de satélite da Ucrânia que mostravam o escurecimento do país após ataques russos à infraestrutura energética em 2022. Os apagões deixaram milhões de ucranianos sem eletricidade, aquecimento e água em meio a temperaturas negativas. "Esse foi o gatilho", afirmou.

A empresa de Birgersson, a ViaEuropa, assinou um acordo com uma associação que representa empresas de habitação na Suécia — juntas, essas companhias administram cerca de 1 milhão de apartamentos. O projeto foi apresentado durante a Climate Week, em Nova York. Kingsmill Bond, diretor da organização de energia Ember, classificou a iniciativa como "uma ideia cuja hora chegou".

A discussão sobre a modernização das redes elétricas ganhou urgência. As estruturas atuais, concebidas nos séculos XIX e XX, enfrentam dificuldades para atender à crescente demanda de data centers, veículos elétricos e bombas de calor. Na Dinamarca, a operadora da rede suspendeu temporariamente novas conexões neste ano por capacidade limitada. Na Europa, estima-se que a demanda por eletricidade aumente 60% até 2030. Em janeiro de 2021, um problema em uma subestação na Croácia quase derrubou todo o sistema europeu. No ano passado, Espanha e Portugal sofreram interrupções generalizadas. Nos Estados Unidos, uma tempestade de inverno no Texas em 2021 deixou milhões sem energia, e o órgão que monitora grande parte do sistema elétrico do país alertou neste ano que dezenas de milhões de pessoas enfrentam risco crescente de apagões nos próximos cinco anos.

Birgersson defende uma nova arquitetura elétrica baseada em sistemas descentralizados, formados por pequenas redes interconectadas. Segundo ele, essa abordagem seria mais barata de construir e operar, permitiria transmitir energia renovável com menor risco de sobrecarga e seria mais resiliente, sem um único ponto crítico de falha. O modelo funcionaria de forma semelhante à internet, com roteadores administrando a transferência de energia entre microrredes. "Muitas. Pequenas. Baratas. Orquestradas digitalmente", resume. "É assim que a internet funciona."

Um dos projetos-piloto já está em operação em Lund: um edifício com apartamentos, escritórios, espaços comerciais e garagem que, desde abril de 2025, produz parte de sua energia com painéis solares no telhado, armazena eletricidade em baterias e a compartilha entre empresas e moradores. Agora, a equipe trabalha na modernização de um conjunto habitacional público dos anos 1960, com 10 edifícios e 278 apartamentos. Henrik Adamsson, gestor de energia da autoridade municipal de habitação de Lund, disse que a equipe aderiu ao projeto porque a energia produzida localmente tem "potencial para reduzir nossos custos operacionais no longo prazo". Na Europa, o Plano de Ação para Redes Elétricas da União Europeia afirma que as redes precisam ser "mais digitalizadas, descentralizadas e flexíveis". O braço de pesquisa da OTAN também estuda como a descentralização pode aumentar a resiliência do sistema.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional Peter Thiel: “Medo do sucesso” impede Alemanha de criar novas gigantes da tecnologia Pela primeira vez nos quatro anos de história do ranking Fortune 500 Europe, o Reino Unido superou a Alemanha… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação