O Papa: no silêncio, cultivar a atenção e ser sensível à voz de quem é ignorado
O Papa Leão XIV recebeu nesta semana os membros da Comissão Internacional das Monjas Contemplativas Dominicanas. Durante o encontro, o Pontífice dedicou seu discurso ao valor do silêncio e à importância da escuta atenta à voz de Deus, especialmente em um mundo marcado por ruídos e ansiedades externas.
Segundo o Papa, o silêncio não deve ser entendido como passividade, mas como um ato deliberado da vontade. "O silêncio é um ato de vontade, que envolve a pessoa por inteiro, e ajuda a viver relações sólidas porque estas são nutridas pela Palavra de Deus", afirmou Leão XIV. A declaração foi feita diretamente aos membros da comissão, que reúne religiosas dedicadas à vida contemplativa na tradição dominicana.
O Pontífice também destacou o papel das comunidades contemplativas no mundo contemporâneo. Para ele, esses espaços devem funcionar como refúgios onde a agitação cotidiana dá lugar à quietude necessária para a oração e o discernimento. "É necessário que suas comunidades ofereçam oásis de paz verdadeira e profunda, onde a ansiedade caótica ligada às coisas externas se aquieta e se pode escutar a voz de Deus", disse.
A fala do Papa reforça a centralidade da vida contemplativa na missão da Igreja, apontando o silêncio como caminho para relações mais sólidas e para a sensibilidade à voz daqueles que costumam ser ignorados. O encontro com a comissão internacional integra a série de audiências concedidas por Leão XIV a organismos ligados à Santa Sé.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação