Papa em Paysandú: “paz é possível e somos chamados a construí-la”
O Papa Leão XIV afirmou neste sábado (7) que “a paz é possível e somos chamados a construí-la”. A declaração foi feita de improviso aos fiéis reunidos em frente à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Paysandú, no Uruguai, após a missa celebrada no Parque Paris Londres, que reuniu mais de 40 mil pessoas.
A caminho do aeroporto, o Pontífice parou na basílica para um momento de reflexão e para inaugurar uma placa comemorativa da visita. Aos fiéis, agradeceu pela “calorosa recepção” e retomou os três símbolos que havia citado na homilia: a ponte, as palmeiras e o mate.
Sobre a ponte, o Papa disse que ela une países e que os cristãos também devem “ser construtores de pontes”. “Assim como aqui vocês têm uma ponte que une os países, também nós devemos construir pontes que unam todos os povos; unir-nos na fé, unir-nos porque acreditamos em um único Deus e unir-nos na convicção de que a paz é possível e de que somos chamados a construí-la”, afirmou.
Leão recordou ainda que os ramos de palmeira representam o desejo de estar unidos e de edificar comunidades de fé, enquanto o mate é um elemento profundamente significativo da cultura local, em torno do qual amigos e familiares se reúnem para compartilhar. Segundo o Pontífice, isso muitas vezes acontece sem a necessidade de palavras, “simplesmente estando juntos, compartilhando a vida, com suas dificuldades e suas alegrias”.
O Papa encerrou sua fala pedindo que esses símbolos ajudem os fiéis a continuar a jornada mesmo em meio às dores, dificuldades e desafios, buscando a presença de Deus e recebendo do Senhor a força e a coragem para viver e proclamar a fé em Jesus Cristo. Em seguida, ofereceu a bênção como “um pequeno sinal” de seu desejo de permanecer próximo dos fiéis e inaugurou a placa que marca sua passagem pela basílica.
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