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Papa no Angelus: o perdão é indispensável para viver em paz

Atualizado em 13/09/2026 às 18:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Papa Leão XIV dedicou a reflexão do Angelus deste domingo, 13 de setembro, ao valor do perdão, durante a oração mariana na Praça São Pedro. Diante dos peregrinos e fiéis reunidos sob céu ensolarado, o Pontífice comentou o Evangelho do XXIV Domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35), no qual Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar um irmão que o ofende.

Segundo o Papa, a pergunta de Pedro revela um coração generoso, pois o número sete, na Bíblia, simboliza a plenitude. Jesus, no entanto, convida os discípulos a ir além: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete", ou seja, sem medida e além de qualquer limite. Para ilustrar o ensinamento, Cristo conta a parábola do servo que teve uma dívida impagável perdoada por seu senhor, mas não demonstrou a mesma misericórdia com um companheiro, sendo por isso repreendido e castigado.

Leão XIV recordou que tudo o que existe é dom gratuito do amor de Deus e que ninguém pode considerar perfeita a própria resposta a essa bondade. Essa consciência, acrescentou, deve orientar as relações humanas. "O perdão é indispensável e, se faltar, não se pode viver em paz: mais cedo ou mais tarde, no coração e entre as pessoas, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras", afirmou.

O Pontífice sublinhou que "só o perdão liberta e traz de volta a luz", comparando-o a um vento favorável capaz de afastar até as nuvens mais densas e permitir que o sol volte a brilhar. Como exemplo, citou a experiência de São Pedro, que negou e abandonou Jesus durante a Paixão, mas, ao reencontrá-lo ressuscitado às margens do lago, ouviu apenas a pergunta "Simão, tu me amas?", seguida do convite "Segue-me!". A confirmação da missão do primeiro dos Apóstolos foi marcada, assim, por uma caridade "que esquece e cura".

Ao final, Leão XIV pediu a intercessão da Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, para que ajude os cristãos a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo, e a difundir "a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor". Após a oração, o Papa saudou os romanos e peregrinos presentes, com destaque para grupos vindos do Brasil, entre eles fiéis de São Paulo e a "Família de Belluno" com a Escola Fainors de Erechim, no Rio Grande do Sul.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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