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“Partidarismo”: Gilmar manda indireta para Nunes e Mendonça e sugere que deviam sair do TSE

Atualizado em 20/09/2026 às 09:35 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em publicação nas redes sociais que magistrados que atuam na Justiça Eleitoral movidos por “partidarismo” deveriam reavaliar a permanência em seus cargos. A declaração foi interpretada como uma indireta aos ministros Kassio Nunes e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao STF e que hoje ocupam a presidência e a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na postagem, Gilmar afirmou que o exercício de funções na Justiça Eleitoral “exige neutralidade institucional estrita e absoluto distanciamento de disputas político-partidárias”. Segundo ele, posturas “facciosas” corroem a credibilidade da Corte responsável por garantir a legitimidade do pleito. “Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, escreveu, acrescentando que partidos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar e arguir suspeição quando ela se configurar.

A fala ocorre na mesma semana em que o decano validou, em decisão monocrática, o reajuste de pouco mais de 15% nos repasses do Bolsa Família concedido pelo governo Lula, atendendo a pleito da Advocacia-Geral da União (AGU), que alegou recomposição de perdas inflacionárias. A medida afastou questionamentos da oposição de que configuraria abuso de poder econômico ou infração à Lei das Eleições.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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