Petrobras assegura alta do Ibovespa em pregão com STF no foco antes de Fed e Copom
O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, após duas quedas consecutivas. O índice chegou a marcar 187.650,53 pontos na máxima do dia e recuou a 185.055,57 na mínima. O volume financeiro somou R$ 22 bilhões.
O principal sustentáculo veio das ações da Petrobras, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. O barril de Brent fechou com alta de 2,9%, a US$ 108,75, após notícias de suspensão de carregamentos no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, e da interrupção de operações em três campos na Líbia. PETR4 avançou 3,09% e PETR3 ganhou 3,63%. Outras petrolíferas também subiram: PRIO3 teve alta de 2,77% e BRAV3 valorizou-se 0,9%.
Entre os bancos, ITUB4 subiu 0,76%, enquanto BBDC4 cedeu 0,71%, SANB11 caiu 0,99%, BBAS3 recuou 0,36% e BPAC11 terminou em baixa de 0,46%. A Vale (VALE3) recuou 1,17%, acompanhando a fraqueza do setor de mineração no exterior. No setor siderúrgico, GGBR4 subiu 3,15% e USIM5 avançou 3,27%, enquanto CSNA3 perdeu 2,2% e CMIN3 cedeu 0,96%. AZZA3 caiu 2,98%, fechando a R$ 15,30.
O dia foi marcado por expectativa em torno da "super quarta-feira", com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. Economistas estimam corte da Selic para 13,75% ao ano e aguardam sinais sobre os próximos passos do Copom. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,45%, pressionado pelo avanço nos rendimentos dos Treasuries e por receios ligados à inteligência artificial.
No STF, o plenário concentrou as atenções em sessão marcada por trocas de acusações entre ministros. A petição em análise trata de relatório do ministro André Mendonça sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso acusado de fraudes financeiras. Ao fim, os ministros votaram para unificar os casos envolvendo Moraes e Mendonça e designar novo relator. Para Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, a alta da Petrobras foi o principal vetor do índice, mas o destaque do dia foi a sessão no STF, assunto que pode influenciar o cenário eleitoral. Marcos Bassani, sócio-fundador da Boa Brasil Capital, afirmou que o julgamento gera incerteza política e maior volatilidade.
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Por Redação