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Por que é tão relevante o encontro entre Trump e presidente da Venezuela a 15 km de onde Maduro está preso

Por Redação
Atualizado em 23/09/2026 às 21:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se encontraram pessoalmente na noite de terça-feira (22/9), em Nova York, em mais um sinal da aproximação entre os dois governos, que passaram de uma relação de forte hostilidade a uma parceria próxima. A reunião ocorreu a portas fechadas no hotel Lotte Palace, durante uma recepção oferecida por Trump a líderes estrangeiros que participam da Assembleia Geral da ONU.

O hotel de luxo fica em Manhattan, a menos de 15 km da prisão no Brooklyn onde está detido o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em janeiro, em Caracas, por militares dos EUA enviados por Trump. Rodríguez, que era vice-presidente, assumiu interinamente a Presidência da Venezuela com o aval dos EUA. Pelo lado americano, também participaram do encontro o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; a chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles; e o assessor de Segurança Nacional, Stephen Miller, segundo uma fonte da Casa Branca.

Em publicação na rede social X, Rodríguez afirmou que teve "uma reunião histórica" com Trump, na qual os dois discutiram formas de fortalecer a relação entre os países e "o avanço de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas, como energia, mineração, segurança e outros assuntos de interesse comum". Ela também agradeceu o apoio americano à Venezuela após os terremotos de junho e "o respaldo ao processo de reinserção" do país em organismos multilaterais. "Venezuela e EUA compartilham uma relação histórica que, nesta nova etapa, somos chamados a conduzir por meio do diálogo", disse.

No mesmo dia, em discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump chamou Maduro de "ditador" e "criminoso" e voltou a sugerir que a operação militar para capturá-lo trouxe ganhos econômicos. "Ao vencedor cabem os despojos", afirmou. Segundo analistas ouvidos pela BBC News Mundo, o encontro marca o ponto mais alto da aproximação entre os dois governos. "Trump parece pouco interessado em uma transição democrática na Venezuela e satisfeito com a relação que mantém com o atual governo autoritário", disse Benjamin Gedan, do centro de estudos Stimson.

Para o analista Imdat Oner, da Universidade Internacional da Flórida, os dois lados se beneficiam da situação atual. "O governo Trump está garantindo a estabilidade do governo na Venezuela, porque a Casa Branca não quer correr nenhum risco no país, já que esse é o único êxito em política externa que teve até agora", afirmou. Sobre Rodríguez, disse que "toda a legitimidade dela vem de Washington D.C." e que a dinâmica deve se manter "ao menos pelos próximos dois anos, até o fim do governo Trump".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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