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PT recorre a ação ligada ao setor de mineração para pedir que Dino investigue Flávio

Por Redação
Atualizado em 24/09/2026 às 11:45 schedule 3 min de leitura visibility 30 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O PT recorreu a uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) originalmente ligada à atuação de municípios em tribunais internacionais e ao setor de mineração para pedir que o ministro Flávio Dino investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178 foi protocolada em junho de 2024 pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com o objetivo de proibir que municípios brasileiros litiguem perante tribunais estrangeiros. A ação questiona atos e interpretações administrativas que autorizaram a contratação de escritórios internacionais para buscar reparações financeiras fora do Brasil por eventos ocorridos em território nacional e regidos pela legislação pátria.

Em março de 2025, o relator consignou que os municípios integram a Federação e estão estritamente vinculados às decisões do STF, estabelecendo que obrigações ou consequências decorrentes de sentenças e contratos no exterior se subordinam às autoridades de soberania do Brasil. Em agosto de 2025, Dino declarou a total ineficácia em território nacional de uma medida cautelar da Justiça britânica que ordenava ao Ibram desistir de pedidos liminares no STF, por considerar que a ordem afrontava a Constituição e a legislação brasileira. Na mesma decisão, determinou que leis, ordens executivas, decisões judiciais e sanções unilaterais impostas por outros países — como a Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos EUA ao ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025 — não produzem efeitos no Brasil sobre cidadãos, empresas locais, bens ou contratos. A decisão foi fixada com efeito vinculante e erga omnes, ou seja, deve ser seguida por demais juízes, tribunais e pela administração pública, atingindo toda a sociedade.

No pedido contra Flávio, o PT sustenta que o mesmo entendimento deve ser aplicado ao processo eleitoral e pede que a decisão de 2025 seja estendida a todas as etapas da eleição, incluindo registro de candidaturas, propaganda, votação, apuração e diplomação. O partido relaciona a suposta interferência a outras medidas do governo americano, como o tarifaço imposto ao Brasil e a aplicação da Magnitsky contra Moraes.

Entre os fatos apresentados, a legenda cita anúncios remunerados publicados no X por perfis localizados fora do Brasil e identificados com o selo de "parceria paga", mencionando contas como UHN Plus, George Behizy e Iran Observer, além do ex-deputado americano Matt Gaetz. Segundo o PT, as publicações usaram cotações da plataforma de apostas Polymarket para apresentar Flávio como favorito na disputa presidencial, o que poderia caracterizar propaganda eleitoral de procedência estrangeira. O partido pede a identificação dos responsáveis pelos anúncios, os valores pagos e o alcance no Brasil, além de impedir que provedores de internet, plataformas digitais e instituições financeiras cumpram ordens estrangeiras de remoção de conteúdo, rotulagem, desmonetização ou sanções contra autoridades eleitorais, partidos e candidatos. A petição também menciona alegações sobre suposto interesse estrangeiro na exploração de terras raras brasileiras, mas o PT reconhece que não há contrato, promessa documentada ou ato de autoridade identificado que comprove eventual contrapartida, pedindo a apuração da origem e dos responsáveis por uma proposta dessa natureza.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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