Queda de 30% das ações: Inflação do Big Mac gera reação dos consumidores
O McDonald’s enfrenta o desafio de reconquistar clientes que consideram o cardápio caro demais, enquanto tenta reanimar o preço de suas ações. Os papéis da rede de fast-food acumulam queda de quase 31% desde a máxima de fevereiro e caminham para o pior retorno anual desde 2002.
A companhia projetou vendas “ligeiramente negativas” nos Estados Unidos para o trimestre atual durante evento com investidores no começo da semana. No último trimestre, as vendas subiram apenas 0,8%, o ritmo mais lento em mais de um ano. O anúncio de um plano plurianual de US$ 8,5 bilhões para melhorar serviço e qualidade da comida gerou preocupações de que o investimento vai corroer os lucros, provocando nova onda de vendas dos papéis.
As reclamações dos consumidores vão dos preços do cardápio à experiência nas lojas, que perdeu atrativos como os parquinhos infantis fechados durante a pandemia e nunca reabertos em muitos casos. “Os preços subiram consideravelmente, e a marca já não é vista como a melhor relação custo-benefício na alimentação”, afirma Jacob Aiken-Phillips, da Melius Research, o único analista com recomendação de “venda” para a ação entre os monitorados pela Bloomberg. O Índice Big Mac, da revista The Economist, mostra que o preço do sanduíche nos EUA subiu cerca de 23% entre 2019 e o final de 2025.
Concorrentes parecem se sair melhor por enquanto. O Burger King registrou alta de 8,5% nas vendas comparáveis nos EUA no último trimestre, e o Taco Bell reportou aumento de 7% nas vendas em mesmas lojas. As ações do McDonald’s caíram 23% no ano, enquanto Burger King e Taco Bell acumulam alta de 5% e queda de 8,4%, respectivamente.
Parte dos franqueados tem resistido aos descontos, como o cardápio com 10 itens por menos de US$ 3, porque as promoções aumentam as vendas mas corroem os lucros. Cerca de um terço não seguiu as orientações de preço, segundo o CEO Chris Kempczinski. Quase 95% dos restaurantes da rede são franqueados. A nova iniciativa da empresa, batizada de “Next”, aposta em tecnologia, reformas nas lojas e revitalização dos PlayPlaces. Apesar das dificuldades, a maioria dos analistas mantém recomendação de compra para o papel.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação