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Setor de Serviços concentra 63% das empresas, mas fatura 17% abaixo da média

Por Redação
Atualizado em 24/08/2026 às 19:05 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Levantamento da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira (24) mostra que o setor de Serviços, que concentra 63,1% dos negócios do país, tem faturamento médio anual de R$ 332,7 mil — cerca de 17% abaixo da média geral de R$ 402,1 mil registrada entre as empresas analisadas. O estudo avaliou 27,7 milhões de empresas ativas na Receita Federal com faturamento estimado de até R$ 4,8 milhões por ano, incluindo MEIs, microempresas e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).

Os dados revelam uma economia dominada por negócios de menor receita: 63,4% faturam até R$ 300 mil anuais, enquanto apenas 10,9% estão na faixa entre R$ 1 milhão e R$ 4,8 milhões. O contraste entre setores é ainda mais acentuado. O Financeiro, que representa só 1,5% das empresas, lidera com faturamento médio de R$ 927,2 mil, quase três vezes o registrado em Serviços. O setor Primário aparece em seguida (R$ 582,7 mil), à frente do Comércio (R$ 567,3 mil) e da Indústria (R$ 389,4 mil). O Terceiro Setor tem a menor média, de R$ 286,7 mil.

A idade da empresa também pesa. Negócios com até seis meses de existência faturam, em média, R$ 116,9 mil por ano, enquanto os com mais de 20 anos chegam a R$ 858,5 mil — mais de sete vezes o valor dos recém-criados. O estudo ressalta, porém, que há um efeito de sobrevivência: empresas que permanecem décadas no mercado tendem a ser justamente as que ganharam escala e atravessaram ciclos econômicos, o que indica associação, e não relação de causa e efeito.

Geograficamente, o Norte surpreende: embora concentre apenas 4,8% dos negócios, a região tem o maior faturamento médio (R$ 432 mil), praticamente empatado com o Centro-Oeste (R$ 431,4 mil). Sudeste (R$ 395,9 mil), Sul (R$ 414 mil) e Nordeste (R$ 377,1 mil) vêm na sequência. Segundo a Serasa, a participação regional muda pouco entre as faixas de receita, o que indica que setor e maturidade diferenciam mais o perfil de faturamento do que a localização.

Há ainda correlação entre faturamento e risco de crédito: 86,5% das empresas que faturam até R$ 60 mil têm score de até 500 pontos, proporção que cai para 51,8% entre as de maior receita. No topo da avaliação, apenas 2,3% dos menores negócios superam 700 pontos, ante 25,3% dos maiores. Para Viviane Moura, diretora de serviços de crédito da Serasa Experian, estimar o faturamento real é um dos grandes desafios para quem concede crédito, e a incorporação de dados como recebíveis, tempo de existência e Cadastro Positivo PJ ajuda a calibrar a análise de cada negócio.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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