Taxas longas fecham com leves baixas apesar de alta dos rendimentos dos Treasuries
As taxas dos DIs de longo prazo fecharam a sexta-feira com leves baixas, depois de subirem pela manhã em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior. O noticiário eleitoral seguiu permeando os negócios ao longo do dia.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,62%, praticamente estável ante o ajuste de 13,617% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2035 estava em 14,145%, com baixa de 5 pontos-base ante 14,196%. Após atingir a máxima de 14,255% (+6 pontos-base) às 9h41, a taxa para janeiro de 2035 chegou a marcar 14,135% (-6 pontos-base) em alguns momentos da tarde.
Na quinta-feira, as taxas haviam fechado com baixas após pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrar leve fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto. Nesta sexta, os investidores digeriram a nova pesquisa do Datafolha, que mostrou cenário de estabilidade: Lula tem 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio. Os percentuais são os mesmos da pesquisa da semana anterior e indicam empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Segundo a reportagem, pesquisas favoráveis a Flávio nas últimas semanas vinham sustentando o chamado "trade eleitoral", que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs. Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Na véspera, o governo anunciou o reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões este ano e US$ 22 bilhões no próximo.
Um operador ouvido pela Reuters citou certo "exagero" pela manhã no avanço dos prêmios no Brasil, o que fez parte dos investidores realizar lucros à tarde, vendendo taxa. A agenda econômica relativamente esvaziada e a ausência de novidades de impacto na disputa eleitoral também deixaram a curva acomodada. A perda de força das taxas no Brasil ocorreu a despeito de, no exterior, os rendimentos dos Treasuries seguirem em alta, com investidores elevando ligeiramente as apostas de novo aumento de juros pelo Federal Reserve em outubro. Após o Fed ter subido juros na quarta-feira, o Banco do Japão anunciou nesta sexta o aumento de sua taxa para 1,25%, o maior nível em 32 anos. Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos subia 6 pontos-base, a 5,004%, enquanto o petróleo Brent cedia 1,67%, a US$ 103,07 o barril.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação