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Títulos do Tesouro perdem até 17% na semana após 2º turno e apagam rali eleitoral

Por Redação
Atualizado em 31/10/2026 às 08:20 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana seguinte ao segundo turno da eleição presidencial em queda, movimento que desfez o rali registrado na semana do primeiro turno e levou as taxas a patamares superiores aos observados antes da votação de 4 de outubro. A virada começou na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25), quando as taxas dos títulos públicos dispararam.

Levantamento do InfoMoney com dados do Tesouro Nacional compara nove títulos prefixados e atrelados à inflação entre o fechamento da sexta-feira (23) e o desta sexta (30). O Tesouro IPCA+ 2050 teve a maior desvalorização, de 17,19%, com a taxa do papel subindo de IPCA + 6,42% para IPCA + 7,28% ao ano. Nos prefixados, as taxas avançaram entre 2,20 e 2,47 pontos percentuais na semana, com o Prefixado 2032 indo de 12,89% para 15,36%. Nos títulos atrelados à inflação, as altas ficaram entre 0,86 e 1,17 ponto.

Com isso, as taxas ficam bem acima das registradas no fim da semana do primeiro turno. No fechamento oficial do Tesouro Direto em 9 de outubro, os títulos atrelados à inflação pagavam entre IPCA + 6,55% e IPCA + 6,68% ao ano, e os prefixados, entre 12,31% e 12,51%. Nesta sexta, as faixas são de IPCA + 7,28% a IPCA + 7,89% e de 14,96% a 15,36%, respectivamente. O nível atual supera inclusive o de antes da eleição: na manhã de 2 de outubro, o Prefixado 2032 pagava 14,15% e o IPCA+ 2050, IPCA + 7,06%.

O resultado mede a desvalorização de quem já tinha os títulos antes do segundo turno e só se concretiza se o papel for vendido antes do vencimento. Quem leva o título até o fim recebe a rentabilidade contratada na compra. Nos títulos públicos, preço e taxa andam em sentidos opostos, e quanto mais distante o vencimento, maior a sensibilidade do preço a cada variação da taxa. Por isso o IPCA+ 2050 lidera as perdas mesmo com a menor alta de taxa entre os nove títulos, enquanto o Prefixado 2029, de prazo mais curto, recua 3,83% apesar de uma alta de 2,20 pontos.

A segunda-feira concentrou a maior parte do movimento. A plataforma do Tesouro Direto ficou fechada pela manhã por causa da volatilidade nas taxas: abriu às 12h13, foi suspensa às 16h25 e voltou a operar só no fechamento. Na abertura, o Prefixado 2032 chegou a 15,78%, a maior taxa da série do título, iniciada em fevereiro de 2025, e o IPCA+ 2032 foi a IPCA + 8,10%. O Tesouro Nacional reagiu cancelando os leilões de NTN-B, LFT e prefixados previstos para a semana e recomprou títulos em operações que somaram cerca de R$ 31,6 bilhões na segunda e na terça.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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