“Você não demite seus filhos”: a dura lição que ajudou a criar a Netflix bilionária
Muito antes de se tornar uma potência avaliada em mais de US$ 315 bilhões, a Netflix lutava para sobreviver. Após o estouro da bolha da internet, a então locadora de DVDs fez sua primeira grande rodada de demissões em 2001, cortando cerca de um terço da força de trabalho. Para o cofundador Reed Hastings, a experiência deixou uma lição: uma empresa pode ser uma equipe unida, mas não é uma família.
“Se você se descreve como uma família dentro de uma empresa, é melhor nunca fazer demissões. Você nunca demitiria dois dos seus filhos, certo?”, disse Hastings ao Semafor. A saída foi se enxergar como um time esportivo campeão, com alto nível de exigência. Hoje, a Netflix aplica o “keeper test”: gestores devem se perguntar se lutariam para manter um funcionário ou se o contratariam novamente. Se a resposta for negativa, a relação é encerrada rapidamente.
A visão ecoa entre outros CEOs. Brian Chesky, do Airbnb, admitiu que a linguagem de “família” confundiu a relação com funcionários durante a pandemia. Tobi Lütke, do Shopify, foi direto: “A Shopify é um time, não uma família”.
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Por Redação