A perversão do Centrão
Centrão troca função de equilíbrio por lógica de repartição de poder, diz colunista
O Centrão, que nasceu na Assembleia Constituinte de 1987/1988 como força para conter propostas consideradas radicais e construir compromissos consensuais, perdeu essa vocação original. Em análise publicada na Gazeta do Povo, o jornalista Luciano Trigo argumenta que o agrupamento se transformou em um método de exercício do poder, no qual a negociação passou a ter como objeto cargos, verbas, emendas e mecanismos de autoproteção, em vez de políticas públicas.
Para o colunista, a lógica da coalizão foi substituída pela lógica da repartição, e o fisiologismo deixou de ser episódico para se tornar regra. O texto aponta que o Centrão se instalou em posição confortável por não precisar disputar a Presidência para exercer poder, bastando ser indispensável a quem estiver no Palácio do Planalto. A análise também menciona que, quando investigações policiais e decisões judiciais são percebidas como instrumentos de pressão, o medo se transforma em moeda de negociação, criando risco institucional.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação