11 de setembro de 2001: os 25 anos do maior ataque terrorista da história
Em 11 de setembro de 2001, o mundo acompanhou pela televisão o maior ataque terrorista da história. Aviões sequestrados por jihadistas foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, nos arredores de Washington. Um quarto avião, que se supõe tivesse como alvo a Casa Branca ou o Capitólio, caiu na Pensilvânia após passageiros tentarem retomar o controle da aeronave.
O ataque matou quase 3 mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores, e foi o mais mortal em território americano desde Pearl Harbor, em 1941. Segundo pesquisa nacional do Pew Research Center, 95% dos americanos ainda se lembram exatamente onde estavam ou o que faziam ao ouvir a notícia, e 51% afirmam que os ataques mudaram de forma significativa a vida nos Estados Unidos. A preocupação com um novo atentado, que era de 28% em outubro de 2001, caiu para 16% no verão de 2002 e está em 23% na pesquisa atual.
No plano geopolítico, a luta contra o terrorismo foi a principal herança da tragédia. Criou-se o que a plataforma openDemocracy chama de "arquitetura global de contraterrorismo", estruturada em quatro pilares: enfrentar as condições que favorecem a disseminação do terrorismo, prevenir e combater o terrorismo, fortalecer capacidades de Estados e da ONU e garantir o respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito. Com ampla aprovação do Congresso, a administração de George W. Bush usou os ataques como justificativa para a ofensiva militar contra o Afeganistão, que abrigava a cúpula da al-Qaeda. Dois anos depois, os EUA invadiram o Iraque, embora o país não estivesse diretamente ligado aos ataques. A retirada definitiva do Afeganistão ocorreu em 2021, após duas décadas de guerra que custaram dezenas de milhares de vidas e mais de US$ 2 trilhões.
Na economia, os atentados aprofundaram uma crise que já se desenhava com o estouro da bolha ponto-com em 2000. A Bolsa de Valores de Nova York fechou por quatro dias, algo que não ocorria desde 1933. Na reabertura, o índice Dow caiu 7% em um único dia — a pior queda de pontos até então — e desabou 14% na primeira semana, embora as ações tenham voltado a níveis pré-ataque menos de um mês depois. O Federal Reserve injetou dinheiro no sistema financeiro e fez cortes de juros, incluindo um emergencial de 50 pontos-base em 17 de setembro; ao fim daquele ano, a taxa alvo estava em 1,75%. Companhias aéreas receberam bilhões em ajuda direta e garantias de empréstimo, enquanto novas regras de segurança foram implementadas. A Lei de Segurança Interna de 2002 criou o Departamento de Segurança Interna, o terceiro maior do governo americano. Estudo da Universidade do Sul da Califórnia estima perdas por interrupções nos negócios em pouco mais de US$ 100 bilhões, cerca de 1% do PIB americano, com o transporte aéreo sofrendo o maior impacto (US$ 35 bilhões em dois anos), seguido por hotéis (US$ 22 bilhões) e restaurantes (US$ 14 bilhões).
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