Wall Street cai, após resultado da Alphabet reviver temores com gastos em IA
As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 29, em baixa, pressionadas pela possibilidade de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros em dezembro e pelo tombo das ações da Alphabet. O movimento ocorreu apesar de o índice de preços de gastos com consumo (PCE) vir em linha com o esperado e de o PIB dos Estados Unidos ter acelerado no terceiro trimestre.
O Dow Jones recuou 0,25%, para 52.342,62 pontos; o S&P 500 perdeu 0,31%, aos 7.720,23 pontos; e o Nasdaq caiu 1,38%, fechando em 26.184,72 pontos. O setor de tecnologia recuou 0,88% em bloco, influenciado principalmente pelo desempenho da Alphabet.
A dona do Google despencou 12,64% após a divulgação do balanço, a maior queda porcentual de sua história, segundo a Dow Jones Newswires, com perda de cerca de meio trilhão de dólares em valor de mercado. Os resultados da Alphabet e da Microsoft (-0,16%), divulgados na quarta-feira, mostram que o mercado de computação em nuvem segue aquecido, mas evidenciam diferenças na forma como as gigantes de tecnologia buscam sustentar os investimentos necessários para atender à expansão da inteligência artificial.
Segundo Keith Lerner, diretor de investimentos da Truist Advisory Services, os traders estão muito mais exigentes com os lucros do setor, e a aposta do mercado em IA "não é mais uma negociação monolítica". A Bloomberg informou que a Microsoft atraiu demanda extraordinária por sua oferta de títulos: a transação, que deve ter pelo menos US$ 25 bilhões, reuniu mais de US$ 115 bilhões em pedidos no seu auge, de acordo com fontes.
Entre os demais destaques, a Marvell Technology caiu mais de 13% após a Bloomberg noticiar negociações para a compra da Lumentum Holdings, que subiu 0,61%. A Boeing se recuperou da queda ditada pelos resultados, e a Nike retomou sua média móvel de 50 dias, que vinha em declínio há mais de um ano; ambas as ações ganharam mais de 3%. A Amazon (-4,25%) e a Intel (-3,62%) divulgam resultados após o fechamento dos mercados.
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