A guerra pode se espalhar pela Europa. Você está psicologicamente preparado?
O governo e as Forças Armadas do Reino Unido afirmam que o risco de um conflito na Europa é cada vez maior. O chefe do Estado-Maior da Defesa britânico, Richard Knighton, declarou que a ameaça representada pela Rússia coloca o país no período "mais perigoso" de seus 35 anos de carreira militar. Diante disso, o governo trabalha na atualização do chamado "livro de guerra", documento que não é revisado há décadas, e orienta a população a estocar alimentos enlatados e água potável, fortalecer a resiliência cívica e se preparar para graves perturbações.
Para a historiadora Margaret MacMillan, autora do livro War: How Conflict Shaped Us, a sociedade não está psicologicamente preparada. "Nos acostumamos com a ideia de que a paz é o estado normal das coisas e que ela irá perdurar", afirmou. Ela avalia que a guerra assimétrica e cibernética avança rapidamente, com riscos como o corte de cabos no fundo do oceano e ataques a sistemas dos quais muitos dependem, e não uma invasão com tanques nas ruas de Londres.
O general aposentado Richard Shirreff, ex-vice-comandante supremo dos aliados na Europa, compara o momento atual aos verões anteriores a 1914, quando se falava muito sobre um conflito, mas a ideia de ir à guerra parecia distante. Já o acadêmico Andrew Michta sustenta que as autoridades europeias não têm sido sinceras sobre a gravidade da situação. Segundo ele, muitos países se desarmaram material e mentalmente após o colapso soviético, e a Suécia, que abandonou a neutralidade após a invasão da Ucrânia em 2022, é hoje um dos países psicologicamente mais preparados da Europa.
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Por Redação