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Alexandre de Moraes tenta mudar pauta do STF para investigar André Mendonça

Por Redação
Atualizado em 12/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que as ações contra o ministro André Mendonça sejam julgadas simultaneamente à investigação que envolve o próprio Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido foi feito antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15).

Segundo o material apurado, a estratégia de Moraes é inverter a ordem da pauta para que o plenário analise primeiro a conduta de Mendonça, apontado como seu acusador, antes que as provas materiais contra o próprio Moraes sejam debatidas pelos demais ministros. Com isso, o ministro tenta reduzir a pressão sobre sua relação com Vorcaro e abrir caminho para um possível adiamento do julgamento ou para que o caso seja enviado ao procurador-geral da República.

A defesa de Moraes aposta na chamada "doutrina dos frutos envenenados", segundo a qual, se a origem de uma prova é ilegal, tudo o que dela deriva deve ser anulado. Ele alega contaminação probatória e quebra da cadeia de custódia, sustentando que a divulgação seletiva de mensagens corrompe a paridade do processo. Para o ministro, exibir trechos isolados de diálogos extraídos de um celular apreendido equivale a mostrar quadros congelados de um filme, sugerindo crimes onde, segundo ele, haveria uma dinâmica distinta caso todo o contexto fosse revelado.

O caso envolve um suposto conflito entre os dois ministros. Moraes aponta uma "simetria na extrapolação de funções" e afirma que Mendonça teria conduzido investigações sem a devida autorização do plenário do Supremo. Especialistas, no entanto, observam que a comparação é difícil, pois as evidências contra Moraes surgiram de forma inesperada na análise do celular de Vorcaro, e não de uma investigação que tivesse o ministro como alvo inicial ou declarado.

Na tentativa de mobilizar o sentimento corporativo da Corte, Moraes enviou um alerta aos outros nove integrantes do STF, sugerindo que a atuação monocrática de um relator contra outro ministro ameaça a blindagem histórica da instituição. A mensagem implícita é que, se um magistrado puder usar diligências policiais e quebras de sigilo para atingir um colega individualmente, qualquer um deles pode ser o próximo alvo. Ao desenhar a conduta de Mendonça como um risco institucional coletivo, Moraes desloca o foco de sua suposta culpa individual para um instinto de sobrevivência e autopreservação de todo o colegiado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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