Arcebispo Fulton Sheen é declarado beato diante de milhares nos EUA
O arcebispo Fulton Sheen foi declarado beato neste 24 de setembro, durante missa celebrada no The Dome at America's Center, em St. Louis, diante de dezenas de milhares de fiéis. A cerimônia foi marcada pela leitura de um decreto assinado pelo Papa Leão XIV, que também estabeleceu o dia de festa do novo beato em 9 de dezembro, aniversário de sua morte. Espera-se que a data passe a integrar o calendário da Igreja Católica nos Estados Unidos.
O cardeal Luis Tagle, representante do papa e celebrante principal da missa, refletiu sobre o significado de "beato" na homilia. Segundo ele, ao longo da história muitos que compartilharam a fé cristã sofreram perseguição, mas tiveram vidas marcadas pela alegria. Tagle afirmou que o relacionamento profundo e humilde de Sheen com Jesus Cristo e sua solidariedade com os pobres e vulneráveis caracterizaram sua vida como missionário, exemplo que todos os católicos deveriam seguir. O cardeal lembrou ainda que, apesar da popularidade e de ter acompanhado inúmeros convertidos, Sheen não os reivindicava como seus, descrevendo-se como um mero "porteiro" que conduzia as pessoas à "porta aberta da casa de Deus".
O momento em que Sheen se tornou beato ocorreu no início das cerimônias, após a proclamação do decreto. Como é costume nas beatificações, o texto foi lido primeiro em latim por Tagle e depois em inglês pelo bispo Louis Tylka, de Peoria, Illinois, diocese onde Sheen nasceu. Em seguida, um retrato do novo beato com auréola foi revelado sob aplausos, simultaneamente ao anúncio em seu túmulo na Catedral de Santa Maria da Imaculada Conceição, em Peoria.
A missa reuniu católicos de todas as idades, de idosos que acompanharam os programas de Sheen quando foram ao ar a famílias com crianças pequenas. A celebração começou com uma longa procissão de cerca de 1.000 sacerdotes, 89 bispos e centenas de seminaristas e diáconos. Mais cedo, monsenhor Jason Gray, diretor executivo da Fundação Arcebispo Fulton J. Sheen, anunciou que seis supostos milagres são atribuídos à intercessão de Sheen como parte do processo que poderia levar à sua canonização. James Fulton Engstrom, receptor do milagre confirmado que abriu caminho para a beatificação, sobreviveu após passar 61 minutos sem batimentos cardíacos e, aos 16 anos, apresentou relíquias de Sheen durante a cerimônia.
Fiéis de outros países também participaram. O padre Solomon Patrick Zaku, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias na Nigéria, viajou aos EUA em sua primeira visita ao país para acompanhar a beatificação. Ele contou que conheceu a vida de Sheen no seminário e incorporou à sua rotina a Hora Santa, uma hora diária de oração, além de rezar o Rosário Missionário introduzido pelo arcebispo.
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Por Redação