Ataque a tiros mata 6 pessoas ao lado de basílica na Polônia
Um atirador matou seis pessoas e deixou 16 feridas na tarde de sábado na Praça do Mercado Principal, a poucos passos da Basílica de Santa Maria, em Cracóvia, na Polônia. Segundo a polícia, o homem entrou de carro na praça pouco depois das 15h e disparou contra transeuntes de dentro do veículo. Entre os mortos estão quatro mulheres e dois homens, incluindo três mulheres polonesas e um cidadão britânico. Os feridos incluem o suspeito e dois policiais — um deles foi baleado três vezes. Os agentes atiraram e detiveram o atacante, um homem de cerca de 20 anos natural de Ostrowiec Świętokrzyski, cidade no sudeste do país. A polícia encontrou ainda três corpos no apartamento do suspeito.
O cardeal Grzegorz Ryś, arcebispo de Cracóvia, convocou a cidade a permanecer unida em oração. Em carta aos fiéis, escreveu que "qualquer um de nós poderia ter estado na praça naquele momento, passando por onde as balas atingiram pessoas aleatórias e desavisadas". Ele convidou os moradores para uma missa pelos mortos, feridos e suas famílias na Basílica de Santa Maria, no domingo, às 16h no horário local, afirmando que "a última palavra não pertence e não pode pertencer ao ódio". O cardeal também pediu aos párocos das paróquias das vítimas que estejam presentes e ofereçam toda a ajuda possível.
O ministro do Interior, Marcin Kierwiński, disse que o suspeito tinha "visões muito radicais" e que "tudo indica que ele era fascinado por ideologias de extrema direita", embora a informação ainda precisasse ser verificada. O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o ataque como terrorismo. O presidente Karol Nawrocki decretou luto nacional para os dias 8 e 9 de novembro.
Líderes da Igreja polonesa manifestaram solidariedade a Ryś. O arcebispo Tadeusz Wojda, presidente da conferência episcopal, disse estar "profundamente abalado" e afirmou ser difícil compreender que "cenas tão dramáticas pudessem se desenrolar" no coração de Cracóvia, ao lado da basílica. O arcebispo Wojciech Polak, primaz da Polônia, declarou rezar pelos mortos e feridos e falou da "fé de que o bem é mais forte que o ódio e o amor sempre vence". O arcebispo de Varsóvia, Adrian Galbas, repetiu o pedido do cardeal de Cracóvia: "vamos permanecer unidos!".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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