Bolsas de NY fecham sem direção com tensões no Oriente Médio e falas do Fed
As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 24, sem direção única, em uma sessão marcada por renovadas tensões no Oriente Médio, pelo avanço do petróleo e dos juros dos Treasuries e por falas consideradas duras de dirigentes do Federal Reserve. Investidores também acompanharam o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, na Casa Branca.
O Dow Jones fechou em queda de 0,31%, aos 51.349,89 pontos. O S&P 500 recuou 0,02%, a 7.704,13 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,01%, encerrando em 26.939,37 pontos. Os índices operaram de forma volátil ao longo de todo o dia.
No começo da tarde, a informação de que os Emirados Árabes Unidos suspenderam, a partir de hoje, voos de companhias iranianas no país fez as bolsas renovarem consecutivamente as mínimas intradiárias. Logo em seguida, a Reuters noticiou que EUA e Irã discutem em Nova York um acordo em etapas para reabrir o Estreito de Ormuz, o que ajudou Wall Street a ganhar certo fôlego.
Entre os destaques setoriais, comunicações foi o segmento de melhor desempenho, com alta de 1,92%. A Meta avançou 4,5% após anunciar novos óculos inteligentes e um dispositivo portátil integrado ao seu agente de inteligência artificial Muse. Na ponta negativa, a Oracle tombou quase 4% ao invocar uma cláusula de força maior para tentar adiar obrigações de pagamento relacionadas ao Projeto Jupiter, um megadatacenter no Novo México. A MGM Resorts registrou a queda mais forte, de 11%, atribuída à desistência do executivo Barry Diller de comprar a operadora de cassinos. A Dropbox recuou 4,81% depois que o Citi rebaixou a classificação das ações de "neutra" para "venda".
No radar dos investidores, dirigentes do Fed manifestaram preocupação com a inflação em decorrência dos altos preços de energia. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que é razoável considerar que o banco central talvez precise elevar os juros novamente antes do fim do ano. Beth Hammack, da distrital de Cleveland, e Tom Barkin, do Fed de Richmond, alertaram sobre a persistência dos choques energéticos.
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Por Redação