Brad Pitt conta que 'deu uma choradinha' lendo roteiro de 'Coração Selvagem'
O diretor David Ayer não precisou pensar muito para escolher o ator convidado de "Coração Selvagem" depois de "Corações de Ferro": Brad Pitt era a escolha considerada perfeita. Ao receber o convite e saber que o filme envolvia um cachorro, Pitt pediu para ler o roteiro e entender melhor o projeto. Em entrevista ao g1, o ator contou que se emocionou com a leitura.
"Eu e David ficamos muito próximos, aprendemos sobre a história um do outro. Quando ele me enviou esse roteiro, eu larguei na mesa e confesso: dei uma choradinha sozinho", revelou Pitt. Ele disse que leu o texto novamente para ter certeza de que aquilo era real e teve a mesma sensação. "E simplesmente pareceu tipo: 'cara, se um roteiro consegue arrancar isso de mim, vale a pena ver se conseguimos levar esse mesmo resultado para a telona'", completou.
No filme, que estreou nesta quinta-feira (24), James Belmont (Brad Pitt) é um ex-militar das forças especiais norte-americanas que viaja ao Alasca em um teco-teco com seu parceiro, Odin (Uber), um cão militar também aposentado. Os dois sofrem de estresse pós-traumático por conta dos horrores vividos na guerra. Odin, por exemplo, perdeu os dentes e uma das patas em combate, e tem pesadelos frequentes. Durante a viagem, James sofre uma parada cardíaca enquanto pilota o monomotor. No acidente, os dois vão parar no meio de uma floresta isolada e precisam caminhar por quase 100 km até uma saída.
Segundo a reportagem, o diretor decidiu acrescentar uma camada à história ao abordar a relação de tutores de cães com os animais no pós-guerra. "É interessante para os condutores de cães porque eles estão realmente indo para a guerra com o melhor amigo deles. E passar por essas experiências e depois sair de lá e trazer os cachorros com eles, e tem essa transição do caos da guerra, do propósito militar e da identidade para a tranquilidade da vida civil", afirmou Ayer. "Eu achei fascinante na história como tanto o condutor quanto o cachorro carregam o mesmo trauma e a mesma experiência, e realmente se tornam espelhos um do outro e ajudam um ao outro a se curar. Tinha algo muito simples e bonito nisso."
Boa parte das gravações aconteceu na Nova Zelândia, em parques nacionais. O personagem de Pitt acende lareiras com pedras, faz curativos complexos e carrega uma mochila pesada ao longo da caminhada. Para o ator, o maior desafio foi físico. "Ficar molhado 12 horas por dia não é exatamente a minha ideia de um momento incrível. Mas, no final das contas, é muito recompensador não só encarar isso, mas de certa forma superar. É uma ótima sensação", disse. Sobre a convivência com o cão, Pitt afirmou que passar o dia com um cachorro "é bom demais" e que os dois se tornaram amigos próximos rapidamente, embora houvesse momentos em que a mata fosse mais interessante para Odin do que ele.
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Por Redação