Brasileiros aumentam interesse por carros elétricos em meio à queda de preços
O mercado de veículos leves eletrificados atingiu 21% de participação nas vendas nacionais em julho de 2026, um recorde histórico. Com a entrada de fabricantes chineses e a queda do preço médio dos automóveis, o consumidor brasileiro passou a avaliar a viabilidade financeira, a autonomia das baterias e os desafios de manutenção antes de trocar o carro a combustão por um elétrico.
Os preços ficaram mais acessíveis, mas ainda variam bastante: o modelo de entrada custa R$ 69.990, enquanto SUVs superiores a R$ 200 mil e marcas premium chegam a R$ 7 milhões. O custo por quilômetro rodado pode ser até 76% menor que o de um carro a gasolina — cerca de R$ 0,16 contra R$ 0,66 —, embora seguro e depreciação também pesem no bolso. Já a autonomia vai de 200 quilômetros nos modelos básicos a mais de 500 quilômetros nos mais modernos, com medições padronizadas pelo Inmetro.
O pós-venda, porém, segue como principal gargalo. Componentes de alta tensão, como inversores e carregadores de bordo, dependem de importação e podem atrasar reparos em mais de 30 dias. Até itens simples, como pastilhas de freio de modelos recém-lançados, têm escassez fora das concessionárias, e a rede de oficinas independentes ainda se prepara para atender a frota crescente.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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