C&A, Riachuelo e Azzas: o que balanços das varejistas trarão no 3º trimestre?
O cenário para o varejo de moda no terceiro trimestre segue pressionado. Segundo a XP Investimentos, orçamentos domésticos mais apertados continuam afetando o consumo, com deterioração adicional dos gastos discricionários. A casa estima que cerca de 53% das empresas de vestuário sob sua cobertura devem apresentar contração da margem bruta.
O Itaú BBA avalia que o trimestre trará resultados difíceis, com poucos pontos positivos. Os analistas afirmam que os investidores já esperam números mais fracos de forma generalizada, sobretudo em receita líquida, com riscos de revisões negativas para o próximo trimestre e para 2027. O Bradesco BBI aponta que as perspectivas de juros reais e a percepção de risco já pressionam as ações dos setores de varejo e consumo.
Entre as companhias, o Goldman Sachs destaca a desaceleração da receita líquida da C&A, intensificada pelas reformas em 18 lojas — cerca de 5% da base de 341 unidades —, com impacto estimado de 50 a 100 pontos-base no crescimento anual de vendas. A XP projeta mais um trimestre fraco para a Azzas, com receita consolidada em queda de quase 6% na comparação anual, melhora sequencial frente ao segundo trimestre, e Ebitda de R$ 396 milhões, recuo de 16,9% ao ano.
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