Cardeal Parolin em Nova York: com a IA, a dignidade humana está em jogo
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e alertou para os riscos do avanço tecnológico quando ele não vem acompanhado de garantias para a dignidade humana. Segundo o cardeal, existe o perigo de que “quem dispõe de maiores recursos técnicos e econômicos poderia impor a própria visão da realidade”.
A fala foi feita durante reunião que marca os 40 anos da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento. No encontro, Parolin manifestou o desejo de que os Estados tenham acesso a recursos financeiros, tecnológicos e humanos capazes de sustentar o próprio desenvolvimento.
O alerta sobre a inteligência artificial aparece, assim, ligado a uma preocupação mais ampla: a de que a concentração de meios técnicos e econômicos em poucos atores acabe por definir padrões e narrativas para o restante do mundo. Para o secretário de Estado, o progresso tecnológico precisa ser acompanhado de critérios que preservem a dignidade da pessoa humana.
A comemoração dos 40 anos da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento serve de contexto para a intervenção do cardeal na Assembleia Geral. O documento, adotado pela ONU, trata do direito dos povos e dos Estados ao desenvolvimento em suas dimensões econômica, social e cultural.
O material disponível não detalha outros pontos do discurso nem eventuais reações dos presentes. Também não constam informações sobre encontros bilaterais do secretário de Estado durante a visita a Nova York.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação