China e EUA concordam em dialogar sobre IA e reduzir tarifas sobre US$30 bilhões
Os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e em iniciar um diálogo sobre inteligência artificial. O anúncio foi feito pelos dois países após a visita do presidente Xi Jinping a Washington, segundo comunicado divulgado pela Casa Branca na sexta-feira.
As reduções tarifárias devem abranger exportações dos EUA como produtos agrícolas, madeira e cosméticos, além de importações norte-americanas como pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração. De acordo com a Casa Branca, os dois países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis nas duas direções.
A cúpula de três dias entre Xi e o presidente Donald Trump, encerrada na sexta-feira (25), teve como destaque a diplomacia pessoal, em vez de grandes avanços públicos. Xi já retornou a Pequim, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua no sábado. Os dois lados também concordaram em criar um conselho comercial e ampliar os resultados das negociações anteriores realizadas em Kuala Lumpur, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China.
O acordo ocorre após as duas maiores economias do mundo decidirem prorrogar por dois meses uma trégua comercial que expiraria em 10 de novembro, abrindo mais tempo para a busca de um entendimento comercial potencialmente maior. A informação foi dada na quarta-feira pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a visita histórica enriqueceu a relação construtiva e estável entre os dois países e terá impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial.
Na área de inteligência artificial, os dois lados concordaram em manter um diálogo sobre riscos e benefícios da tecnologia, com a próxima rodada de discussões marcada para novembro, e em estabelecer um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China e a Casa Branca. Washington informou que os líderes acertaram usar o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial", e o ministério chinês afirmou, em comunicado separado, que Pequim valorizou o uso do novo termo. Os dois países também concordaram em apoiar-se mutuamente na organização da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e da cúpula do Grupo dos 20 (G-20). Em política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir seu compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve impor taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.
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Por Redação