Como está a disputa pelo governo nos 5 maiores colégios eleitorais do país
A disputa pelo governo nos cinco maiores colégios eleitorais do país chega à reta final com cenários distintos. Em alguns estados, a polarização entre os palanques de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se reproduz diretamente na corrida estadual; em outros, alianças locais embaralham essa divisão.
São Paulo concentra a disputa mais diretamente vinculada à eleição presidencial. Tarcísio de Freitas tenta a reeleição com apoio de Flávio e de Jair Bolsonaro, enquanto Fernando Haddad, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda, é o candidato apoiado por Lula. Pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro mostrou Tarcísio com 44% das intenções de voto e Haddad com 24%; os demais candidatos somavam 4%, com 16% de indecisos e 12% de brancos, nulos ou intenção de não votar. Outros institutos registraram percentuais diferentes, mas também colocaram Tarcísio numericamente à frente. Tarcísio afirmou que, encerrada sua própria disputa, poderia participar da campanha de Flávio em outros estados em um eventual segundo turno.
Em Minas Gerais, a configuração é a mais complexa. A Quaest de 29 de setembro mostrou Cleitinho Azevedo com 37%, Patrus Ananias (PT) com 18% e Alexandre Kalil (PDT) com 9%, além de Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL). Lula apoia Patrus, que funciona como seu palanque formal no estado, enquanto Flávio formalizou apoio a Roscoe. O cenário é menos linear porque Cleitinho concentra parcela expressiva do eleitorado presidencial de Flávio: segundo o Datafolha, entre seus eleitores, 59% declaravam voto em Flávio para presidente e 22% em Lula; entre os eleitores de Patrus, 87% escolhiam Lula.
No Rio de Janeiro, Lula apoia Eduardo Paes, e Flávio tem em Douglas Ruas, do PL, seu candidato ao governo. A Quaest de 29 de setembro colocou Paes com 34% e Ruas com 25%; Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura havia sido indeferida pelo TRE-RJ e ainda dependia de recursos, aparecia com 9%, com margem de erro de três pontos. O Datafolha de 28 de setembro registrou Paes com 43% e Ruas com 30% — em agosto, Ruas tinha 19%.
Na Bahia, a disputa é a mais equilibrada: a Quaest de 24 de setembro mostrou ACM Neto com 42% e o governador Jerônimo Rodrigues com 40%, tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos. Em simulação de segundo turno, Neto tinha 45% e Jerônimo, 43%. Jerônimo é apoiado por Lula, que participou da campanha e pediu votos ao governador. Flávio incluiu ACM Neto entre os candidatos que apoia, mas Neto declarou apoio à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) e negou aliança formal com Flávio, abrindo espaço para o voto cruzado. No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) aparece numericamente à frente, com 36% na Quaest de 24 de setembro, enquanto Requião Filho e Sandro Alex estavam empatados com 20% cada. Flávio apoia Moro; Lula apoia Requião Filho, em aliança do PT com o PDT. Sandro Alex, apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), declarou apoio a Caiado.
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Por Redação