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Como o STF ficou tão poderoso até chegar à crise atual?

Por Redação
Atualizado em 22/09/2026 às 11:20 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa o seu momento de maior desgaste desde a redemocratização. Nas últimas semanas, ministros tomaram uma série de decisões individuais que se anularam umas às outras, e, pela primeira vez, o plenário se reuniu para avaliar a abertura de uma investigação contra um dos seus integrantes. O julgamento realizado na última terça-feira (21/9) evidenciou a dimensão dos conflitos internos, com embates e bate-bocas que expuseram divergências sobre os limites da atuação de cada membro da Corte.

Segundo a reportagem da BBC, essa crise não começou com o caso do Banco Master. O Supremo nem sempre ocupou o papel central que tem hoje na política brasileira. A Constituição de 1988 ampliou as atribuições da Corte e lhe deu a função de guardiã da Constituição, mas especialistas ouvidos pela BBC apontam que a transformação foi além do desenho institucional criado naquele momento.

A partir dos anos 2000, o tribunal passou a adotar interpretações mais amplas da Constituição e a atuar de forma mais incisiva em questões políticas e sociais. Ao mesmo tempo, decisões individuais dos ministros ganharam espaço, reduzindo, em alguns casos, o protagonismo do plenário.

O resultado foi uma Corte com enorme influência sobre a vida política brasileira — e também cada vez mais exposta a conflitos internos e a críticas sobre os limites de seus poderes. No vídeo, a repórter Stephanie Rodrigues reconstrói como o tribunal saiu de um lugar discreto na vida pública brasileira, quando as pessoas nem sabiam o nome dos onze ministros, para o centro das disputas políticas do país.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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