Criolo, Amaro e Dino unem jazz, rap e MPB em show empolgante no Sunset do Rock in Rio 2026
Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago subiram ao Palco Sunset neste sábado (12) para unir jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos em uma celebração das conexões entre Brasil, África e Portugal. A parceria entre o rapper brasileiro, o pianista pernambucano e o cantor luso-cabo-verdiano teve início com "Esperança", canção indicada ao Grammy Latino de 2024 e definida pelos próprios artistas como um manifesto em defesa do reconhecimento, da igualdade e da transformação social. A colaboração se expandiu e deu origem ao álbum "Criolo, Amaro Freitas e Dino".
Eles abriram a apresentação justamente com "Esperança", cujos versos refletem sobre o culto ao consumo, ao status e à superficialidade da sociedade contemporânea. Na sequência, emendaram "Você Não Me Quis" e "Menina do Coco de Carité", com direito a uma dancinha do trio no palco. O público se empolgou quando Criolo soltou versos de "Sebastiana", clássico de Jackson do Pandeiro.
A combinação entre piano, percussão e vozes permitiu que o show transitasse com fluidez entre momentos contemplativos e passagens de maior intensidade, abrindo espaço também para a interação. Ao longo de toda a apresentação, os três demonstraram sintonia no palco, conduzindo o show com naturalidade e entrosamento.
Reflexões sociais, ambientais e identitárias atravessaram a apresentação, especialmente em faixas como "Amazônia" e "E Se Livros Fossem Líquidos (Poeta Fora da Lei Pt. II)", reforçando o caráter político e cultural do projeto. Mas o repertório não se limitou às reflexões de caráter coletivo: também abriu espaço para baladas românticas, como "Ela É Foda", revelando uma dimensão mais pessoal e emocional do encontro.
O momento das versões de "Pérola Negra", de Luiz Melodia, e "Oceano", de Djavan, transformou a plateia em um grande coro. Enquanto Criolo cantava "Não Existe Amor em SP", Dino pintava um quadro no palco. Um medley de "Subiusdoistiozin" e "Ain't No Sunshine" também teve espaço no show. Antes de encerrar, o telão exibia a mensagem de que a apresentação era uma homenagem a Milton Nascimento: "O maior de todos", dizia. Ao reunir jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos no mesmo palco, o trio construiu uma apresentação bem amarrada, em que cada elemento encontrou espaço para se destacar sem comprometer a unidade do conjunto.
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