De um “não” da Marinha a uma empresa de US$ 1 milhão por dia — e um papel em Top Gun
Jonathan Spano tinha um sonho de infância: ser piloto militar. O plano, porém, foi interrompido cedo, quando descobriu que a Marinha dos Estados Unidos exigia visão quase perfeita para pilotar aeronaves — requisito que ele não conseguiria cumprir. “Aprendi que era preciso ter uma visão melhor do que perfeita. Na prática, 20/20 era o mínimo”, disse ele à Fortune. “Eu não atendia a esse critério. Usava óculos quando criança.”
Em vez de seguir a carreira militar, Spano decidiu empreender. Crescido em uma família de classe trabalhadora na Califórnia, começou na adolescência fazendo serviços de controle de tráfego com o irmão para uma empresa de guindastes onde o pai trabalhava. Os dois identificaram uma oportunidade: havia empresas que alugavam cones e barreiras, mas não faziam a instalação, e outras que cuidavam apenas das licenças. Em 1995, criaram um negócio que reunia tudo em um único pacote — aluguel de equipamentos, sinalização, barreiras, placas e atendimento emergencial 24 horas.
Trinta anos depois, a Traffic Management Inc. opera em mais de 50 localidades nos Estados Unidos e, segundo Spano, tornou-se a maior empresa privada de controle de tráfego do país, com receita superior a US$ 1 milhão por dia. “O engraçado é que a empresa que comecei apenas para pagar as contas acabou financiando o sonho que eu tinha quando criança”, afirmou.
A virada rumo à aviação veio cerca de duas décadas após a fundação da empresa, quando o diretor financeiro da companhia sugeriu a compra de um pequeno avião, por motivos tributários e para facilitar o deslocamento entre as unidades. Spano comprou um Cessna, aprendeu a voar e passou a usá-lo para visitar escritórios na Califórnia. Vieram aeronaves maiores, mais rápidas e, por fim, um jato executivo. Em paralelo, comprou um helicóptero por cerca de US$ 2 milhões e firmou parceria com Fred North, coordenador de cenas aéreas de Hollywood.
Foi North quem apresentou a oportunidade ligada a Top Gun: Maverick. Spano passou 18 meses e gastou milhões de dólares adaptando seu Embraer Phenom 300 para transportar equipamentos cinematográficos e obter certificação da autoridade de aviação americana. Ao lado do piloto Kevin LaRosa Jr., participou de grande parte das cenas aéreas entre jatos, incluindo as sequências com porta-aviões. O trabalho rendeu à equipe um prêmio do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG) na categoria de dublês. A Paramount já aprovou um terceiro filme da franquia, com produção prevista para começar em 2027, e Spano diz que conversa com o diretor. “Temos a única plataforma do mundo capaz de fazer o que nosso jato faz. Estou otimista de que participaremos do projeto.”
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarPor
Redação