Diogo Defante estreia no Rock in Rio: 'No humor, preciso fazer rir. Na música, eu é que me divirto'
Diogo Defante, de 35 anos, fará sua estreia no Rock in Rio no dia 4 de setembro, fechando o palco Supernova por volta das 20h10. A apresentação marca a consolidação de uma trajetória que começou bem antes do humor: aos 13 anos, o menino de Realengo (RJ) aprendeu a tocar bateria sozinho e formou a banda "Let's Go" com amigos. O grupo chegou a tocar covers de rock em aniversários e a morar em São Paulo por um ano e meio, mas a empreitada durou nove anos sem que conseguissem se destacar na cena hardcore brasileira.
O caminho para a música voltou a se abrir após o sucesso na internet. Criador de conteúdo com mais de 5 milhões de seguidores apenas no Instagram, Defante ficou conhecido pelo quadro "Repórter Doidão", que demorou cerca de dois anos para viralizar. Antes disso, ele trabalhou por aproximadamente um ano e meio na Paramaker, empresa de Felipe Neto, onde comandou o projeto Canal Foco. A música, no entanto, nunca saiu de cena: durante a pandemia, o humorista passou a fazer lives musicais e mostrou canções antigas, o que o incentivou a retomar a carreira.
Em 2023, Defante lançou o EP "Robson" e, no ano seguinte, o álbum "Tífane", com oito faixas. Agora, ele dá continuidade à fase mais recente com o single "Humanoide", que aborda a relação entre seres humanos e inteligência artificial e já ganhou clipe. Seu som mistura rock, punk e referências do manguebeat, com letras que apostam no nonsense e no duplo sentido. Entre as referências, o artista cita Hermes e Renato e Mamonas Assassinas. O repertório inclui ainda um cover de "Tremendo Vacilão", de Perlla, e uma homenagem a Reginaldo Rossi com "Garçom".
Defante também passou por uma cirurgia para retirar um tumor benigno que inflamava o olho e causava uma ptose palpebral adquirida. Ele conta que a condição piorava e que a correção precisava ser feita antes que o tendão perdesse a força. Sobre a relação com a música, o artista nega que ela seja um plano B: "Eu chamo de plano A", afirma. Para ele, o humor e a música caminham juntos, e subir ao palco é uma forma de brincar e de se divertir — sem a obrigação de fazer rir.
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