— Carregando clima…
Última Hora
• Entidades repudiam listas de boicote por divergência política • Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula • MPT vai à Justiça e pede R$ 50 milhões da Meta por assédio eleitoral • Dólar sobe a R$ 5,44 e tem maior cotação de 2026; alta na semana é de 9,15% • Novo guia sobre saúde mental e acompanhamento pastoral é apresentado em Roma • Corinthians x Mirassol: Onde assistir? • O que é Black Friday? Entenda o significado do termo e como surgiu • De Lisboa a Seul: conferência debate o papel da JMJ na construção da paz • Entidades repudiam listas de boicote por divergência política • Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula • MPT vai à Justiça e pede R$ 50 milhões da Meta por assédio eleitoral • Dólar sobe a R$ 5,44 e tem maior cotação de 2026; alta na semana é de 9,15% • Novo guia sobre saúde mental e acompanhamento pastoral é apresentado em Roma • Corinthians x Mirassol: Onde assistir? • O que é Black Friday? Entenda o significado do termo e como surgiu • De Lisboa a Seul: conferência debate o papel da JMJ na construção da paz
Ver Todas

Do rali à queda histórica: como o Ibovespa caiu 9,88% no mês, maior baixa desde 2022

Por Redação
Atualizado em 30/10/2026 às 19:10 schedule 4 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Outubro de 2026 ficou marcado como um dos meses mais turbulentos da história recente da Bolsa brasileira. O período começou com forte otimismo dos investidores, alimentado pela expectativa de alternância no poder e de uma agenda fiscal mais austera, o que impulsionou uma compra generalizada de ações domésticas. Bancos, varejistas, construtoras e empresas sensíveis a juros lideraram os ganhos e levaram o Ibovespa a renovar máximas históricas, ultrapassando os 209 mil pontos.

A narrativa mudou após o segundo turno, com a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que provocou uma desmontagem acelerada das posições montadas durante a campanha. Em poucos dias, o mercado passou a precificar juros mais altos por mais tempo, dólar mais forte e maior incerteza fiscal, com investidores migrando para exportadoras, companhias dolarizadas e ativos considerados defensivos. Apenas no dia 26, o Ibovespa despencou 13,88%, a 176.608,23 pontos, maior perda percentual em um dia desde 16 de março de 2020. Na sessão, a B3 acionou o “circuit breaker” na abertura, suspendendo por 30 minutos a negociação de ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs. Segundo a B3, a decisão se baseou na análise do cenário de formação do preço teórico do Ibovespa, que indicava queda superior a 20%. O mecanismo não era acionado desde março de 2020.

Conforme destaca Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o Ibovespa saiu dos 186.341 pontos no fim de setembro, superou os 209 mil pontos ao longo de outubro e terminou o mês a 167.922 pontos. Assim, em outubro, o índice caiu 9,88%, maior perda mensal desde junho de 2022. “Outubro mostrou o risco de tratar uma expectativa eleitoral como resultado garantido”, afirma Araújo. O dólar fez o movimento contrário: após cair abaixo de R$ 5 no auge do otimismo eleitoral, a moeda norte-americana encerrou o mês próxima de R$ 5,44 diante da reprecificação do risco brasileiro.

Até o segundo turno, a principal narrativa do mercado era a de recuperação do ciclo econômico, com a expectativa de queda mais intensa dos juros e melhora fiscal impulsionando ações ligadas a consumo, crédito e investimentos. Nas semanas que antecederam a votação, diversas ações acumularam ganhos superiores a 30%, enquanto investidores estrangeiros aumentavam a exposição ao Brasil. O resultado eleitoral produziu uma grande rotação setorial a partir da última segunda-feira, com as ações que lideravam o rali figurando entre as maiores quedas. Em apenas um pregão, Magazine Luiza (MGLU3) tombou mais de 58%, e o Banco do Brasil (BBAS3) perdeu mais de 29% em um único dia.

Exportadoras e empresas com receitas dolarizadas passaram a atrair o fluxo dos investidores. Suzano (SUZB3), Embraer (EMBJ3), Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3), Gerdau (GGBR4) e Brava Energia (BRAV3) foram apontadas por bancos como Morgan Stanley, JPMorgan, Citi, BTG Pactual, Goldman Sachs, XP, Itaú BBA e Bradesco BBI entre as principais vencedoras do novo cenário, já que um dólar mais forte significa mais receitas em reais para as exportadoras. Entre as poucas altas do Ibovespa, dominaram exportadoras, produtoras de petróleo, seguradoras e teles, com destaque para Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3), TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3). Para novembro, a principal pergunta do mercado é se o pior ficou para trás. A equipe de estratégia do Bradesco BBI avalia que choques eleitorais em mercados emergentes costumam levar meses, e às vezes anos, para serem absorvidos pelos preços, e que parte relevante das estimativas de lucro para 2027 ainda pode ser revisada para baixo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Entidades repudiam listas de boicote por divergência política A disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores com o… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Redação