Dólar fecha em leve queda, a R$ 5,10, em meio à expectativa de acordo entre EUA e Irã
O dólar à vista encerrou a sessão desta terça-feira em leve queda de 0,08%, cotado a R$ 5,1040, após oscilar em margens estreitas ao longo do dia. Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,01% no ano. No mercado futuro, o contrato para outubro — o mais negociado na B3 — cedia 0,21%, a R$ 5,1115, por volta das 17h03.
O dólar comercial foi negociado com compra a R$ 5,102 e venda a R$ 5,103. A cotação máxima intradia foi registrada logo na abertura, às 9h23, quando a moeda atingiu R$ 5,1365 (+0,58%). Ao longo da manhã e da tarde, perdeu força de forma gradual e virou para o campo negativo. Após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o dólar à vista marcou a mínima de R$ 5,0976 (-0,20%) às 16h35, antes de retornar para perto da estabilidade.
No cenário externo, o movimento foi influenciado pela expectativa de que EUA e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump afirmou acreditar em um acordo com o Irã apenas depois das eleições legislativas norte-americanas, em novembro, e disse que pode "aniquilar a República Islâmica" caso um acordo de paz não seja alcançado. Na sequência, declarou a repórteres que autoridades dos dois países tiveram uma reunião "muito boa", de três horas, nesta terça-feira.
No front doméstico, os investidores repercutiram a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que defendeu a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, ainda que se observe arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação. A economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, citou um "ganho de convicção na desaceleração da atividade". Para Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, a ata indicou confiança do Copom no processo de desinflação e aponta para maior inclinação de afrouxamento da Selic nas próximas reuniões.
O noticiário eleitoral também esteve no radar. Pesquisa Quaest divulgada na noite anterior mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% das intenções de voto em simulação de segundo turno, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. No exterior, o índice do dólar subia 0,10%, a 100,520, por volta das 17h06. No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro.
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Por Redação