Dólar sobe a R$ 5,44 e tem maior cotação de 2026; alta na semana é de 9,15%
O dólar comercial encerrou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,4460 — a maior cotação registrada em 2026. Na semana marcada pelo pós-segundo turno, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15% ante o real. No fechamento, a divisa era negociada a R$ 5,438 para compra e R$ 5,439 para venda.
O movimento foi impulsionado pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que surpreendeu o mercado e elevou as cotações ao longo da semana, e pelos receios em relação ao futuro da política fiscal no Brasil. Investidores aguardam definições sobre quem ocupará em 2027 as principais pastas do governo, entre elas o Ministério da Fazenda, e buscam detalhes sobre como será conduzida a política fiscal na nova gestão. A necessidade de ajuste nas contas públicas é tema recorrente entre agentes de mercado.
Além do cenário político, a sessão foi marcada por fatores técnicos. A Ptax, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, compradas ou vendidas em dólar. Em função dessa disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade do pregão, sobretudo nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
No front doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, em linha com o projetado por economistas consultados pela Reuters. No exterior, o dólar sustentava leves ganhos ante moedas pares do real, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, mas cedia ante boa parte das demais divisas, incluindo o iene e a libra.
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