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Dom Oriolo: é possível evangelizar sem evangelizadores?

Por Redação
Atualizado em 26/10/2026 às 21:20 schedule 2 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O bispo da Igreja Particular de Leopoldina (MG), Dom Oriolo, propõe uma reflexão sobre a relação entre a evangelização e o uso da Inteligência Artificial (IA). O ponto de partida é a pergunta que dá título ao artigo: "É possível evangelizar sem evangelizadores?". Para o bispo, a resposta passa pela compreensão de que a IA, em suas modalidades generativa, preditiva, conversacional e analítica, transforma a forma como as pessoas interagem com o mundo, com os outros, com Deus e com o conhecimento.

Dom Oriolo recorda que a Igreja tem a missão de anunciar a Boa-Nova, conforme a ordem de Jesus, e que Jesus Cristo é a própria Boa-Nova, o Evangelho vivo. Ele cita os documentos Redemptoris Missio e Evangelii Gaudium para afirmar que a evangelização ocorre em obediência ao mandato missionário. Diante do avanço da IA, o bispo alerta que a tecnologia pode influenciar percepções, decisões e até a busca por sentido, mas não substitui a presença, o discernimento e a responsabilidade dos evangelizadores humanos.

O texto sustenta que as inteligências artificiais não vivenciam experiências, não possuem corpo, não experimentam alegria ou dor e não têm consciência moral, conforme ensinamentos atribuídos ao papa Leão XIV. Por isso, o critério para usar a IA na missão não é o engajamento pelo engajamento, mas o tipo de interação que ela provoca: deve conduzir à verdadeira conversão, respeitar a dignidade humana e a verdade do Evangelho, favorecer o encontro pessoal com Cristo e alimentar a comunhão eclesial. O bispo encerra com a exortação de Paulo: "Tudo é permitido, mas nem tudo convém".

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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