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Eleitores dos EUA decidem futuro de propostas progressistas em plebiscitos

Por Redação
Atualizado em 01/11/2026 às 10:50 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, vão além da disputa por cargos políticos. Em diversos estados, os eleitores também participarão de consultas populares para decidir o destino de pautas ligadas à agenda progressista. Os temas em votação incluem a criação de novos impostos para bilionários, a legalização do aborto e o financiamento de moradias populares.

Taxação de grandes fortunas na Califórnia

Na Califórnia, os eleitores avaliam uma cobrança extra de 5% sobre o patrimônio de bilionários. A proposta, defendida por sindicatos e grupos progressistas, busca arrecadar cerca de US$ 100 bilhões para financiar o sistema de saúde, que corre o risco de sofrer cortes de verbas federais. Críticos alertam que taxas sobre patrimônio desestimulam investimentos e podem levar os mais ricos a se mudarem para outros estados, como ocorreu na Noruega, onde a saída de grandes fortunas aumentou após a adoção de tributos semelhantes.

Aborto em quatro estados

O tema do aborto será decidido nas urnas em quatro estados. Em Nevada, Virgínia e Idaho, os cidadãos votarão propostas para legalizar o procedimento. No Missouri, a consulta popular trata da possível revogação de um direito concedido há apenas dois anos. Em votações recentes de 2024, ativistas pró-aborto venceram em sete de dez estados, como no Arizona, onde a prática foi permitida até a viabilidade fetal. Já estados como Flórida e Dakota do Sul mantiveram restrições após plebiscitos que não atingiram o quórum necessário para mudanças.

Moradia: títulos públicos e segunda hipoteca

A Califórnia colocou em votação uma proposta para emitir US$ 11,25 bilhões em títulos públicos, documentos de dívida que o governo vende para arrecadar dinheiro agora e pagar depois com juros. O montante seria usado em programas de habitação para pessoas de baixa renda, com uma fatia reservada para veteranos de guerra. O governador Gavin Newsom apoia a medida como forma de viabilizar o sonho da casa própria. Opositores republicanos defendem que, em vez de contrair empréstimos, o estado deveria facilitar as leis de construção para reduzir custos.

Os eleitores californianos votam ainda a criação de um programa de "segunda hipoteca" de até US$ 25 bilhões, um empréstimo adicional para ajudar famílias de classe média a comprar imóveis residenciais. A medida conta com o apoio de corretores de imóveis e de organizações financiadas por grandes nomes da tecnologia, como Sergey Brin, cofundador do Google. Os críticos argumentam que o subsídio pouco ajudaria a baixar o preço geral das casas e acabaria beneficiando apenas construções de luxo ou de alto custo no estado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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