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“Empreender é coisa de louco”, segundo o fundador da Cacau Show

Por Redação
Atualizado em 01/11/2026 às 19:35 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O fundador e CEO da Cacau Show, Alê Costa, definiu como “coisa de louco” a disposição de quem decide transformar uma ideia em negócio, enfrentar obstáculos e continuar investindo mesmo quando tudo parece dar errado. A declaração foi feita durante palestra no G4 Valley, neste sábado (31), no São Paulo Expo, diante de milhares de empresários.

Em tom de brincadeira, o executivo sugeriu a criação de um “Conselho Regional dos Loucos”, uma espécie de entidade para representar os empreendedores brasileiros. “Somos do mesmo time e temos problemas muito parecidos”, afirmou, lembrando que quem participava de um evento de negócios em pleno sábado de feriado compartilhava da mesma “maluquice e da vontade de fazer mais e melhor”.

Costa contou que começou a produzir chocolates em casa aos 17 anos. Quase quatro décadas depois, a iniciativa se transformou na Cacau Show, que reúne mais de 4,7 mil lojas, 25 mil funcionários, três fábricas operando em três turnos e uma receita de R$ 9 bilhões em vendas. Segundo ele, o que fez a diferença não foram apenas as boas ideias, mas a capacidade de encontrar alternativas quando os planos originais deixaram de funcionar. Foi assim no início, ao conseguir uma encomenda de 2 mil ovos de Páscoa e assumir a fabricação sem estrutura industrial: “Se não dá para comprar, vamos fabricar”, resumiu. Na época, chocolates de boa qualidade eram caros no Brasil, e ele viu ali a oportunidade de oferecer produtos competitivos em preço sem abrir mão da qualidade. A empresa detém mais de 50% do mercado, segundo o fundador.

Ao relembrar momentos difíceis, citou o fechamento de todas as lojas durante a pandemia de Covid-19, às vésperas da Páscoa, quando decidiu doar 1 milhão de ovos — iniciativa que virou tradição, com o primeiro milhão de ovos produzidos destinado anualmente a doação. Também mencionou o incêndio que atingiu a fábrica em Linhares, no Espírito Santo, em 2023. Ao receber a notícia, sua primeira preocupação foi saber se havia feridos; sem vítimas, embarcou para acompanhar a situação e organizar a recuperação. A fábrica foi reconstruída, e ele atribuiu o apoio recebido no processo de indenização do seguro à credibilidade construída pela companhia: “Isso é reputação”.

O empresário afirmou que continua envolvido diretamente nas operações industriais e destacou a cultura de aperfeiçoamento permanente, citando a busca por certificações de segurança de alimentos em uma unidade com capacidade de produzir 8 mil panetones por hora. Sobre liderança, defendeu que o sucesso depende de um propósito capaz de mobilizar fundador e funcionários, traduzido na Cacau Show pela ideia de tocar a vida das pessoas por meio de momentos especiais. “Eu só consigo enxergar sucesso no lugar onde a gente consiga se dedicar profundamente ao que está fazendo”, afirmou. Ele também falou sobre o Cacau Park, parque temático em construção em Itu, no interior de São Paulo, projeto que nasceu de uma promessa feita após uma viagem à Disney: “Começamos com o cacau e agora chegamos ao show”, brincou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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