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EUA monitoram navios da China perto do Alasca por temor de ameaça militar

Atualizado em 22/09/2026 às 14:35 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os Estados Unidos estão acompanhando de perto a movimentação de navios de pesquisa chineses na região do Ártico próxima ao Alasca. O motivo é o receio de que essas atividades possam conferir vantagem militar a Pequim ou representar ameaça à segurança americana. O alerta foi dado pelo contra-almirante Bob Little, comandante do Distrito Ártico da Guarda Costeira dos EUA.

Segundo Little, quatro navios chineses realizaram atividades no Ártico americano até agora em 2026. No ano passado inteiro, foram cinco. As embarcações navegaram por áreas próximas ao Alasca, incluindo as Ilhas Aleutas e o Estreito de Bering, e chegaram a regiões próximas ao Polo Norte.

“Quando eles estão operando dentro ou ao redor do espaço soberano dos Estados Unidos, é aí que tenho responsabilidade, interesse e preocupação”, afirmou o comandante à agência Reuters durante uma conferência sobre segurança no Ártico, em Oslo. De acordo com Little, os navios permaneceram em águas internacionais, mas não notificaram previamente Washington sobre suas atividades pelos canais diplomáticos, como seria habitual. Questionados pela Guarda Costeira, os chineses afirmaram realizar pesquisas científicas ou operações permitidas em águas internacionais.

A preocupação americana se concentra em duas possibilidades. A primeira é que as pesquisas estejam coletando informações voltadas à exploração de minerais no fundo do mar em áreas onde os Estados Unidos detêm direitos. A segunda é que os dados obtidos possam dar à China vantagem militar ou ameaçar a segurança americana, conforme o contra-almirante.

Em julho, a Guarda Costeira já havia enviado o navio USCGC Munro para acompanhar duas embarcações chinesas, o Xue Long e o Xue Long 2, durante a passagem pelo Mar de Bering. O Xue Long atravessou a zona econômica exclusiva americana e passou sobre a plataforma continental estendida dos Estados Unidos a caminho do Ártico. A Guarda Costeira afirma que navios estrangeiros podem navegar nessas áreas conforme o direito internacional, mas pesquisas científicas marinhas dentro da zona econômica exclusiva ou sobre a plataforma continental americana exigem autorização prévia dos Estados Unidos e o compartilhamento dos dados coletados. Pequim se descreve como um país “próximo ao Ártico” e vem ampliando sua presença na região nos últimos anos, além de promover o projeto de uma “Rota da Seda Polar” e atuar tanto de forma independente quanto em cooperação com a Rússia.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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