— Carregando clima…
Última Hora
• Bancos e Blackstone anunciam financiamento de US$ 63 bi para IA da Anthropic • Papa recebe em audiência a presidente da Eslovênia • Moraes manda Flávio entregar passaportes e proíbe saída do Brasil após derrota • Eles, os Santos! • Dom Oriolo: é possível evangelizar sem evangelizadores? • Viagem confirmada. Papa: estou feliz de voltar para a América Latina • Cabo Verde: Diocese de Mindelo caminha para o Jubileu dos 25 anos • Regulação do uso da IA responde ao apelo de Leão XIV, diz P. Bonifácio Conde • Bancos e Blackstone anunciam financiamento de US$ 63 bi para IA da Anthropic • Papa recebe em audiência a presidente da Eslovênia • Moraes manda Flávio entregar passaportes e proíbe saída do Brasil após derrota • Eles, os Santos! • Dom Oriolo: é possível evangelizar sem evangelizadores? • Viagem confirmada. Papa: estou feliz de voltar para a América Latina • Cabo Verde: Diocese de Mindelo caminha para o Jubileu dos 25 anos • Regulação do uso da IA responde ao apelo de Leão XIV, diz P. Bonifácio Conde
Ver Todas

Flávio Bolsonaro: o herdeiro de Jair tenta levar o clã de volta ao Planalto

Por Redação
Atualizado em 25/10/2026 às 20:20 schedule 4 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputa neste domingo (25) o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de terminar o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele chega à reta final com a possibilidade de levar novamente o clã ao Palácio do Planalto e de impor a Lula o mesmo desfecho que o petista impôs a seu pai em 2022, quando Jair foi o primeiro presidente brasileiro a não conseguir um segundo mandato consecutivo desde que a reeleição passou a ser permitida, em 1997.

A campanha procurou projetar a imagem de um Flávio mais moderado e com identidade própria, embora ele carregue o sobrenome do pai. Em vídeo publicado nas redes sociais do casal em abril, a esposa do senador, Fernanda, afirmou: "Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado" e acrescentou que o "reeducou". A estratégia também apareceu em temas concretos: Flávio, que já havia chamado o Bolsa Família de "bolsa-farelo" e criticado o fim da escala 6x1, recuou dessas posições, passou a defender a manutenção do programa social em seu plano de governo e votou a favor da redução da jornada de trabalho no Senado. Após o primeiro turno, declarou estar "muito feliz" com o resultado e afirmou que "o Brasil quer mudança", acrescentando que "está decretado o fim da era do PT".

Flávio começou cedo na política. Ainda em 2000, aos 19 anos, foi nomeado assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara dos Deputados, então o partido de Jair Bolsonaro. Uma investigação da BBC News Brasil levantou indícios de que ele seria um funcionário fantasma, por ter, na mesma época, duas atividades presenciais no Rio de Janeiro: a faculdade de direito e um estágio voluntário na Defensoria Pública. Sua estreia nas urnas foi em 2002, aos 21 anos, quando conquistou o primeiro mandato de deputado estadual.

O senador também se tornou alvo da denúncia de que teria servidores fantasmas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. O caso veio à tona no fim de 2018, após o Coaf apontar movimentação milionária na conta de Fabrício Queiroz, chefe de gabinete de Flávio na Alerj, incompatível com seu salário. Em 2020, Queiroz foi denunciado pelo Ministério Público como operador de um esquema que recolhia parte do salário dos funcionários do antigo gabinete em benefício do parlamentar — a chamada rachadinha. Segundo a denúncia, 12 funcionários fantasmas receberam, no total, R$ 6,1 milhões em valores da época, dos quais ao menos R$ 2 milhões foram comprovadamente para a conta de Queiroz e outros R$ 2 milhões foram disponibilizados à organização por meio de saques em espécie. Os promotores identificaram ainda que Queiroz pagou em dinheiro vivo 169 boletos da escola das filhas de Flávio e do plano de saúde da família entre 2013 e 2018, somando R$ 247 mil.

Flávio chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio em 2019 por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, mas o caso foi paralisado por decisões judiciais sem que o mérito fosse julgado, após controvérsias sobre o foro privilegiado do senador e a legalidade das provas. O STJ anulou decisões da 27ª Vara Criminal do Rio que permitiram a quebra de sigilo bancário e fiscal do parlamentar, por considerar a medida não devidamente fundamentada, e o STF anulou relatórios do Coaf que embasaram a investigação. Em abril, Flávio afirmou que "nunca teve início um processo criminal" contra ele e que as denúncias eram perseguição política para atingir o governo do pai.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Papa recebe em audiência a presidente da Eslovênia Nataša Pirc Musar foi recebida por Leão XIV no Palácio Apostólico Vaticano. Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Redação