Futuros de Nova York oscilam perto da estabilidade com Fed e Treasuries no foco
Os índices futuros dos Estados Unidos operam próximos da estabilidade nesta segunda-feira (5), com os investidores avaliando como o mercado de trabalho mais fraco pode influenciar a trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed). O dado de emprego de setembro reduziu as apostas em uma nova alta de juros em outubro, mas os rendimentos dos Treasuries seguem elevados e limitam o apetite por risco.
No momento, os investidores precificam uma probabilidade inferior a 20% de que o Fed aumente as taxas de juros em outubro, embora uma medida em dezembro continue sendo considerada uma possibilidade bastante real. O petróleo também recua, diante de sinais de recuperação das exportações do Oriente Médio e da liberação de estoques pelo G7.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: +0,03%
- S&P 500 Futuro: -0,01%
- Nasdaq Futuro: +0,09%
Na Europa, os mercados operam sem direção única, com pouco apetite por risco diante da turbulência política e das tensões fiscais na região. O euro caiu para a mínima em 17 meses em relação ao dólar, após o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, convocar eleições antecipadas, aumentando as preocupações que já afetavam a dívida soberana francesa e de outros países vulneráveis. O STOXX 600 subia 0,19%, o DAX recuava 0,05%, o FTSE 100 avançava 0,24%, o CAC 40 caía 0,80% e o FTSE MIB ganhava 0,23%.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em alta generalizada, impulsionados pela recuperação do fluxo de petróleo do Oriente Médio, embora os elevados rendimentos dos títulos do Tesouro mantenham os investidores apreensivos. China continental e Coreia do Sul ficaram fechadas por feriado. O Nikkei subiu 2,40%, o Hang Seng avançou 0,28%, o Nifty 50 ganhou 0,42% e o ASX 200 teve alta de 0,05%.
Nos Estados Unidos, a semana será marcada por dados de atividade. Nesta segunda-feira, o destaque é o índice de serviços do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) de setembro. Na quarta-feira, será divulgada a ata da reunião de setembro do Fed, e, na sexta-feira, sai a leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan em outubro. Na temporada de balanços, os destaques incluem Constellation Brands, Levi Strauss & Co., PepsiCo e Delta Air Lines, que divulga seus números do terceiro trimestre na sexta-feira, 9 de outubro.
Nas commodities, os preços do petróleo sobem com o aumento das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de estoques dos países do G7 elevando a oferta, apesar das preocupações com possíveis danos à infraestrutura petrolífera do Golfo em meio à guerra no Irã. No domingo, o governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita anunciou uma campanha militar para retomar áreas controladas pelos houthis. A Aramco reduziu inesperadamente os preços do petróleo bruto para novembro na Ásia, para as mínimas em seis anos. O WTI recuava 1,81%, a US$ 89,46 o barril, e o Brent caía 1,40%, a US$ 100,82 o barril. O Bitcoin subia 1,14%, a US$ 86.404,31 em relação à cotação de 24 horas atrás.
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Por Redação