Futuros de NY operam mistos após rali impulsionado pelas eleições de meio de mandato
Os índices futuros de Nova York operam sem direção única nesta quinta-feira (5), após os ganhos registrados na sessão anterior. O movimento anterior foi impulsionado por uma forte queda no preço do petróleo e pela vitória democrata nas eleições de meio de mandato.
O alívio geopolítico e a perspectiva de menor pressão inflacionária favorecem parte do mercado. Em sentido oposto, preocupações com possíveis restrições à expansão de data centers pressionam as ações de tecnologia. Os investidores também aguardam novos dados do mercado de trabalho americano, que podem influenciar as expectativas para os juros do Federal Reserve (Fed).
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham nesta quinta-feira os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Na sexta-feira, será divulgado o relatório de emprego não agrícola (payroll) de outubro, um dos principais indicadores para avaliar a situação do mercado de trabalho americano. Na temporada de balanços, Tapestry, Kimberly-Clark e ConocoPhillips apresentam seus resultados antes da abertura dos mercados. À tarde, será a vez de Airbnb e Akamai.
Na Europa, os mercados operam em alta enquanto os investidores aguardam a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, com expectativa de aumento das taxas de juros pela primeira vez em três anos devido às crescentes pressões inflacionárias decorrentes da guerra entre EUA e Irã. Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem direção definida, com queda acentuada das fabricantes de chips: o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 4,8%, e as ações de Taiwan caíram 2,6%, em meio à preocupação com o destino dos gastos em centros de dados.
Os preços do petróleo recuam pelo quarto dia consecutivo, diante da expectativa de que as perdas do Partido Republicano do presidente dos EUA, Donald Trump, nas eleições para o Congresso nesta semana possam reduzir o risco de uma escalada ainda maior da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O minério de ferro na China fechou em alta pela segunda sessão consecutiva, atingindo a maior cotação em um mês, impulsionado pela forte alta das ações chinesas e pela melhora nas margens do aço.
- Dow Jones Futuro: +0,46%
- S&P 500 Futuro: -0,03%
- Nasdaq Futuro: -0,69%
- STOXX 600: +0,60%
- DAX (Alemanha): +0,48%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,82%
- CAC 40 (França): +1,27%
- FTSE MIB (Itália): +0,41%
- Shanghai SE (China): +0,10%
- Nikkei (Japão): -1,79%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +3,67%
- Nifty 50 (Índia): +2,51%
- ASX 200 (Austrália): +2,61%
- Petróleo WTI: -0,11%, a US$ 88,02 o barril
- Petróleo Brent: +0,53%, a US$ 95,12 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian: +1,77%, a 691,00 iuanes (US$ 103,60)
- Bitcoin (BTC): +0,54%, a US$ 80.513,04 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
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