Carregando clima…
Última Hora
• Elias Abrahão: o homem e a história • Violência do crime organizado deixa rastro de assassinatos de padres no México • María Corina Machado acumula sete tentativas frustradas de retornar à Venezuela • Governo da China paga recompensas em dinheiro para quem denunciar cristãos • Flávio Dino concentra investigações e pode ampliar poder sobre o Congresso • Maior operação entre Europa e América Latina contra crime organizado prende mais de 490 pessoas • Mais de 60 padres assassinados no México desde 1990 — e 80% dos casos seguem impunes • Líder opositora María Corina Machado tentou voltar sete vezes à Venezuela e não conseguiu • Elias Abrahão: o homem e a história • Violência do crime organizado deixa rastro de assassinatos de padres no México • María Corina Machado acumula sete tentativas frustradas de retornar à Venezuela • Governo da China paga recompensas em dinheiro para quem denunciar cristãos • Flávio Dino concentra investigações e pode ampliar poder sobre o Congresso • Maior operação entre Europa e América Latina contra crime organizado prende mais de 490 pessoas • Mais de 60 padres assassinados no México desde 1990 — e 80% dos casos seguem impunes • Líder opositora María Corina Machado tentou voltar sete vezes à Venezuela e não conseguiu
Ver Todas

Governo da China paga recompensas em dinheiro para quem denunciar cristãos

Atualizado em 23/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O governo da China intensificou a vigilância contra atividades religiosas por meio de um sistema de recompensas financeiras para cidadãos que denunciem cristãos e igrejas que atuam fora do controle estatal. Ao menos 12 cidades já adotaram medidas que incentivam moradores a monitorar e reportar líderes cristãos, cultos domésticos e comunidades classificadas como clandestinas. O objetivo declarado é enquadrar a fé às diretrizes socialistas do Partido Comunista Chinês.

Segundo o material apurado, a estrutura criada pelo regime remunera cidadãos por informações sobre o que as autoridades classificam como atividades religiosas ilegais. Em cidades como Guangzhou, os valores podem chegar a 10 mil yuans — cerca de 7,6 mil reais — por pistas que ajudem a localizar líderes de organizações estrangeiras não autorizadas. Outras regiões pagam quantias variadas por fotos, vídeos ou textos que comprovem reuniões em locais não registrados, como casas, escritórios e até hotéis. O dinheiro para esses pagamentos sai diretamente do orçamento público municipal.

A lista de práticas consideradas irregulares é extensa. O regime trata como ilegal qualquer cerimônia coletiva realizada em residências particulares, fábricas ou parques sem aprovação prévia. A vigilância alcança também o ambiente digital, com proibição de pregações por transmissões ao vivo, grupos de mensagens no WeChat e cerimônias virtuais como batismos e missas online. O incentivo à participação de menores em atividades religiosas, incluindo acampamentos ou viagens de estudo para crianças, também é expressamente vetado pelas autoridades locais.

Desde o início de 2026 está em vigor uma nova Lei de Punições da Administração de Segurança Pública, que endurece as sanções contra atividades religiosas. A legislação permite detenção administrativa de dez a 15 dias, além da aplicação de multas. Conforme o relato, operações policiais invadiram cultos, prenderam pastores e deportaram casais de missionários estrangeiros. Em alguns casos, as autoridades removeram cruzes de prédios de igrejas e detiveram fiéis idosos durante reuniões domésticas, sob a acusação de organizarem ilegalmente atividades de evangelização.

As medidas se inserem na chamada política de sinização da religião, diretriz implementada por Xi Jinping para adaptar as religiões à cultura chinesa e, principalmente, aos valores socialistas e à lealdade ao Partido Comunista. Na prática, apenas cinco religiões são reconhecidas oficialmente — budismo, taoismo, islamismo, protestantismo e catolicismo — e todas devem se submeter ao controle do Estado. Grupos católicos e protestantes que se recusam a integrar as associações oficiais são classificados como comunidades clandestinas e ficam sujeitos a restrições severas, prisões e vigilância por câmeras.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Flávio Dino concentra investigações e pode ampliar poder sobre o Congresso Juristas analisam como as apurações sobre emendas sob relatoria de Flávio Dino no STF podem se tornar um… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Redação