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Homem constrói falso anfiteatro grego histórico e engana turistas por anos na Itália

Por Redação
Atualizado em 26/08/2026 às 13:50 schedule 3 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Autoridades italianas prenderam um homem que construiu do zero um falso anfiteatro de aparência histórica e passou anos apresentando o local a turistas como uma antiga estrutura grega. Franco Malosso, também conhecido como Franz von Rosenfranz, criou a atração em Arcugnano, nos arredores de Vicenza, no norte da Itália, e cobrava visitantes para conhecer o suposto sítio arqueológico.

Segundo documentos judiciais citados pela CNN, Malosso contratou uma empresa local para erguer arquibancadas, degraus e outras estruturas no terreno. A construção usava pedra recém-extraída, cimento, poliestireno, colunas de concreto e estátuas de gesso. Partes do local foram envelhecidas artificialmente para reforçar a aparência de antiguidade. Um dos construtores afirmou à Justiça que recebeu do homem a orientação de "fazer parecer velho" o local. A estrutura ficava em uma área de paisagem protegida nas Colinas Berici, e Malosso havia pedido originalmente autorização para construir no local uma garagem, segundo os autos do processo.

Conforme a acusação, Malosso dizia aos turistas ter descoberto as ruínas depois de um deslizamento de terra. Ele passou a divulgar o espaço ao público a partir de 2014 e chegou a associar o suposto sítio histórico a Júlio César, Cleópatra e até Julieta Capuleto, personagem fictícia criada por William Shakespeare. Os visitantes de fora da região pagavam cerca de 12 euros para entrar, enquanto moradores locais podiam ser cobrados em até 40 euros. Também havia visitas privadas em grupo, que chegavam a custar 600 euros por 45 minutos, segundo informações citadas pela CNN.

A fraude atraiu turistas durante anos. O local chegou a acumular avaliações positivas na plataforma de viagens TripAdvisor, todas com cinco estrelas. Visitantes descreviam a atração como "encantadora", "única no planeta" e como um dos melhores lugares que já haviam conhecido. As autoridades começaram a investigar o caso em 2016. Policiais e representantes do órgão de proteção ao patrimônio cultural da Itália fizeram uma inspeção no local e concluíram rapidamente que a construção era moderna e não antiga. Segundo o tenente-coronel Giuseppe Marseglia, responsável pela divisão especializada em crimes contra o patrimônio artístico, o falso sítio arqueológico era tão evidente que a análise foi encerrada em um único dia.

Malosso foi condenado em 2019 e perdeu recursos posteriores. A Corte de Cassação, a mais alta instância da Justiça italiana, rejeitou sua defesa e manteve a sentença. Ele cumpre pena de 28 meses de prisão e também foi condenado ao pagamento de multa e despesas judiciais. Entre as acusações estão falsificação de obras de arte, construção sem autorização e danos a uma área de paisagem protegida. A Justiça também determinou a demolição da estrutura e a recuperação do local onde ela foi construída. O local permanece interditado enquanto se discute a retirada do falso anfiteatro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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