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HPV: dose é indicada a vítimas de violência sexual a partir de 2 anos

Por Redação
Atualizado em 17/09/2026 às 18:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina contra o HPV para crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual. A mudança consta em nota técnica publicada pela pasta esta semana. Até então, a imunização era indicada para vítimas de violência sexual com idades entre 9 e 45 anos.

Segundo o documento, a ampliação da faixa etária leva em conta a elevada vulnerabilidade de crianças vítimas de violência sexual e o aumento das notificações desse tipo de crime em menores de 9 anos.

Aumento dos registros

Um dos pontos destacados na nota é o crescimento expressivo da violência sexual na primeira infância, entre crianças de 0 a 4 anos. Em dez anos, os registros mais do que quadruplicaram, passando de 1.671 casos em 2014 para 7.845 casos em 2024. Na faixa de 5 a 14 anos, as notificações subiram de 6.594 para 29.135 no mesmo período, aumento de aproximadamente 4,4 vezes. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, os casos cresceram de 1.632 para 6.869, também mais de quatro vezes.

Riscos associados

O ministério reforça que a infecção por HPV é um importante problema de saúde pública em todo o mundo, pela elevada prevalência e pela associação com diversos tipos de câncer, incluindo colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe. A infecção também está relacionada ao desenvolvimento de verrugas anogenitais e lesões de vias aéreas superiores, com repercussões clínicas, psicossociais e econômicas significativas.

De acordo com a nota técnica, a violência sexual na infância está associada a maior vulnerabilidade para a aquisição de infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo o HPV. O documento aponta ainda que, além do risco imediato da exposição inicial, há evidências de recorrência da violência em parte dessas vítimas, o que amplia o potencial de exposição futura ao vírus. Estudos citados pela pasta indicam que vítimas de violência sexual apresentam maior risco de desenvolver problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamento sexual de risco, condições que podem aumentar a suscetibilidade às IST ao longo da vida.

Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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