Hypera (HYPE3) sobe na contramão do Ibovespa após balanço positivo no 3º tri
As ações da Hypera (HYPE3) encerraram o pregão desta quarta-feira (28) com alta de 1,35%, cotadas a R$ 21,74, figurando entre as sete valorizações do Ibovespa na sessão. O movimento contrariou o índice, que recuou mais de 2%. O desempenho veio após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26), recebido como sólido por casas de análise.
O Bradesco BBI, em relatório assinado pelos analistas Marcio Osako e Larissa Monte, apontou que os resultados superaram as estimativas, com lucro líquido 6% acima do projetado e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 1% maior. A receita líquida cresceu 9,4% em base anual, impulsionada pelo início das vendas do Semavy, que já capturou mais de 11% de participação de mercado em seu primeiro mês e compensou a queda nas vendas de medicamentos para gripe e resfriado.
A margem EBITDA recuou 1,8 ponto percentual, para 32,1%, pressionada por maiores despesas de marketing e menor benefício da Lei do Bem. Ainda assim, a empresa reportou fluxo de caixa livre para o acionista de R$ 321 milhões. O BBI destacou que o desempenho foi beneficiado por melhorias no capital de giro, redução de estoques e despesas financeiras menores que o esperado, e reiterou recomendação de compra, citando valuation atrativo, resiliência operacional e forte geração de caixa projetada.
O Itaú BBA, em avaliação liderada por Vinicius Figueiredo, também classificou o conjunto de resultados como sólido e manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 31. A casa ressaltou que a rentabilidade ficou 80 pontos-base acima das estimativas e que as despesas financeiras caíram de forma significativa após iniciativas de gestão de passivos, incluindo emissões de dívida a custos mais baixos e resgates de debêntures.
O JPMorgan calculou EBITDA 4% acima de sua projeção e 3% acima do consenso, com geração de caixa de aproximadamente R$ 330 milhões no trimestre contribuindo para reduzir a alavancagem. O banco mantém recomendação overweight e preço-alvo de R$ 21. A XP Investimentos observou desaceleração do crescimento das vendas para 6,6%, reflexo de uma sazonalidade da gripe mais fraca, enquanto o Goldman Sachs destacou a redução dos investimentos em capital de giro, que passaram a representar 27% da receita, e a queda de R$ 293 milhões na dívida líquida frente ao trimestre anterior, com alavancagem de 2 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA. O Goldman reiterou compra, com preço-alvo de R$ 28.
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